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Fogo na Serra do Cipó liga alerta para risco em alta nas reservas

Escrito por Redação

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Perigo da temporada da seca, que costuma ser ampliado pela ação humana, muitas vezes de forma criminosa, está de volta às matas de Minas Gerais. E já começa com números preocupantes. Desde a tarde de segunda-feira, chamas consomem vegetação da Serra do Cipó e do Espinhaço. De acordo com informações de brigadas voluntárias da região, são mais de 300 focos de incêndio ainda ativos. Na quarta-feira, o incêndio foi parcialmente controlado, porém, a declividade do terreno, dificuldade de acesso e o alto risco impediam o combate direto a esses focos. Até a noite de ontem, os brigadistas ainda não tinham feito um balanço da área atingida pelo fogo.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), não houve chamado para a região, mas a corporação permanece à disposição. Edward Elias Divar, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, afirmou que 33 pessoas atuaram no combate ao fogo na Serra do Cipó. A brigada voluntária do ICMBio, brigadas voluntárias municipais e equipes de helicópteros da Força Aérea Previncêndio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) estão entre elas.

“A equipe da nossa brigada do Parque Nacional da Serra do Cipó-ICMBio está, desde ontem (quarta-feira), prestando apoio aos parceiros do Parque Estadual Serra do Intendente (Instituto Estadual de Florestas – IEF)  controlando um incêndio nessa unidade de conservação estadual”, disse Edward.

Além disso, outro incêndio atingiu também o Parque Estadual Serra do Intendente. O combate às chamas contou com ajuda de 45 brigadistas da Anglo American/SESI, Parque Natural do Tabuleiro, IEF, ICMBio, Voluntários da Lapinha da Serra e Guardas Municipais de Conceição do Mato Dentro. A ação contou ainda com integrantes da Polícia Militar de Minas Gerais usando um helicóptero e da Secretaria Municipal de Turismo de Conceição do Mato Dentro.

Marcos Santos, gerente da Serra do Intendente, explicou o motivo da impressão da época de incêndios e queimadas em reservas florestais começar “mais cedo”. “Os incêndios são temporais, tem alguns anos que o período crítico muda por causa de fenômenos climáticos macro. Ano passado a seca começou mais cedo, em maio”, disse.

Historicamente, a maior média de focos de calor no estado é registrada entre agosto e setembro. Mas os números indicam que a temporada de queimada começou mais cedo este ano. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no primeiro semestre de 2022 já foram registrados mais focos ativos de queimadas em Minas Gerais que em igual período do ano passado. De janeiro a junho deste ano foram 1.493 focos ativos contra 1.417 no mesmo período de 2021. Considerando somente junho, o número de focos também é superior ao registrado no mesmo mês de 2021: são 665 contra 519.

A se repetir o cenário do ano passado, Minas Gerais terá muito trabalho pela frente no combate aos incêndios florestais.  Dados do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) publicados em 19 de abril pela “Agência Minas”, do governo do estado, apontam que, no ano passado, a máxima histórica de incêndios dos últimos sete anos foi superada. De janeiro a dezembro, foi registrado um aumento de mais de 17% nas queimadas em relação ao ano de 2020 e mais de 30% em relação a 2019 em todo o estado.

A Região Metropolitana de Belo Horizonte registrou números ainda mais alarmantes. De janeiro a agosto de 2020, foram 1.805 registros. Já em 2021, subiu para 3.158, o que corresponde a 75% de aumento no período. Destacando apenas a temporada de estiagem, agosto foi o mês que mais reuniu casos de incêndio na RMBH, sendo 542 casos em 2020 e 753 em 2021, ou seja, um aumento de 39%.

Um dos fatores que explicam esse aumento dos incêndios diz respeito as precipitações ocorridas no estado de Minas Gerais que foram menos intensas durante o período chuvoso em comparação a 2020, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas. O estudo identifica as variações nas estações que podem impactar diretamente o período de estiagem, contribuindo para o aumento das quantidades de áreas afetadas pela seca.

ENFRENTAMENTO Visando potencializar os eixos de prevenção a desastres e ampliando as ações de preparação à resposta, o CBMMG lançou, em abril, o Plano de Enfrentamento ao Período de Estiagem 2022. Segundo informações publicadas à época, entre as estratégias de enfretamento, que vão do planejamento às campanhas de conscientização e parcerias com prefeituras para entender e agir na origem dos incêndios. Além disso, há ações específicas: Operação Alerta Verde (fiscalização em lotes vagos); Plano de intervenção Serra Verde (monitoramento constante); Operação Azimute (mapeamento e preparação das unidades de conservação); Criação e gestão dos NIF’s (Núcleos de Incêndio Florestal); capacitação de brigadistas; entre outras.
*Estagiária sob supervisão da subeditora Rachel Botelho

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