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Ucrânia coloca destino de Severodonetsk nas mãos do Ocidente: ‘Batalha acaba em até três dias se enviarem armas’

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“O destino de Donbass está nas mãos de Severodonetsk”, foram essas as palavras ditas pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky em uma mensagem de vídeo compartilhada na quarta-feira, 8. “Severodonetsk continua sendo o epicentro do confronto. Defendemos nossas posições, infligimos perdas significativas ao inimigo”, declarou. “Esta é uma batalha muito feroz, muito difícil. Provavelmente uma das mais difíceis desta guerra”, acrescentou o chefe de Estado agradecendo as tropas que estão lutando pela região e dizendo que o “destino de Donbass está sendo decidido lá”.

Severodonetsk é um local estratégico para a Rússia, porque é um dos últimos redutos ucranianos. Há várias semanas a região é o principal alvo das tropas russas que fazem ataques constantes na tentativa de assumir o controle da cidade industrial de Luhansk, crucial para o controle de toda a bacia de mineração do Donbass. Nesta quinta-feira, 9, o governador desta região do leste do país, Serguei Gaiday, voltou a pedir mais armas para o ocidente, alegando que dessa forma eles conseguiriam acabar com a batalha em até três dias. “Assim que tivermos artilharia de longo alcance, nós seremos capazes de enfrentar a artilharia russa e nossas forças especiais poderiam limpar a cidade em dois ou três dias”, disse o governador regional.

Severodonetsk

 

Nos últimos dias, as tropas ucranianas retomaram o controle de algumas regiões e controlam atualmente “uma grande parte” da cidade, de acordo com Gaiday. Para continuarem tendo poder sobre suas terras, a Ucrânia pede de maneira insistente ao Ocidente que envie mais sistemas de foguetes de longo alcance. O governo dos Estados Unidos já anunciou o envio de quatro sistemas Himars (lança-foguetes que permitem disparos múltiplos e são instalados em veículos blindados leves, com um alcance de 80 km), entretanto, deseja ter a certeza de que os soldados ucranianos sabem operar da maneira correta os sistemas antes de enviar mais, informou na quarta-feira o comandante do Estado-Maior americano, general Mark Milley.

Segundo uma reportagem publicada pelo jornal The New York Times, os soldados da ucrânia tem utilizado o Google tradutor para conseguirem operar os equipamentos recebidos. “Tenho tentado aprender a usá-lo lendo o manual em inglês e usando o Google Tradutor para entendê-lo”, disse o sargento do Exército ucraniano, Dmitro Pisanka, que também critica o fato de não terem sido ensinados a como utilizar o aparelho. “É como receber um iPhone 13 e só poder fazer ligações”, declarou.  Os Himars são um sistema “sofisticado” e é necessário “treinar estes jovens, garantir que sabem usar da maneira correta os sistemas”, declarou o general. “É necessário formar os operadores, mas também os soldados encarregados da manutenção, assim como os oficiais e suboficiais”, explicou. O Reino Unido anunciou que enviaria um sistema similar de lança-mísseis conhecido como MLRS, montado em um blindado pesado. 

Himars

De acordo com Gaiday, a situação em Severodonetsk é “muito dinâmica”, com vários combates em terra e bombardeios russos “constantes” sobre as áreas ainda controladas pelos ucranianos. Quase 800 civis permanecem bloqueados na fábrica de produtos químicos Azot da cidade, onde procuraram refúgio, segundo o advogado de um magnata ucraniano que é proprietário das instalações. Na quarta-feira à noite, as tropas russas bombardearam Azot pelo menos duas vezes, segundo a presidência ucraniana.

Não é só Severodonetsk que está na mira dos russos, Lysychansk, cidade vizinha, também é outro foco. Entretanto, apesar dos bombardeios “caóticos”, como define Gaiday, ainda permanece completamente sob controle de Kiev, Embora muitos civis tenham abandonado as duas cidades, milhares permanecem na região, especialmente idosos, seus cuidadores ou moradores que não tinham recursos para fugir. “Todos os dias há bombardeios e todos os dias algo queima”, disse Yuriy Krasnikov, um aposentado de um bairro repleto de casas destruídas em Lysychansk.

*Com informações da AFP

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