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Suspeito de atropelar criança na Bonocô se entrega à polícia

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O motorista que atropelou Eloá Rastele de Oliveira, 11 anos, no domingo (19), na Avenida Mário Leal Ferreira, conhecida como Bonocô, se apresentou na 6ª Delegacia Territorial de Brotas. Seu nome não foi divulgado pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (22).

O homem foi ouvido pela autoridade policial e vai responder por homicídio culposo no trânsito e omissão de socorro. Ele responderá em liberdade, uma vez que não se encontra em estado de flagrância, e não tem antecedentes criminais, conforme a polícia.

Eloá morreu após ter sido atropelada tentando atravessar a rua. Ela foi socorrida por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada de segunda (20), por volta de 2h25, no Hospital HGE. O motorista envolvido no acidente fugiu do local, sem prestar socorro à vítima.

A mãe da criança, a auxiliar de cozinha Valdenice Xavier Rastele, 35, confirmou que já ficou ciente de que o condutor se entregou, mas disse não saber de mais detalhes, ou de seu nome. Durante o velório, a família fez o apelo para que o culpado comparecesse na delegacia.

“Eu acho que ela não teria morrido, estaria com sequelas, mas aqui. Por isso, peço que quem fez isso compareça e se explique, diga porque fez isso e nem sequer se deu o trabalho de ajudá-la”, disse ontem.

Já Eliabe, pai da menina, havia pedido “pulso firme” das autoridades que estão investigando o caso para localizar quem quer que seja o responsável pelo atropelamento e a falta de socorro. “A avenida é cheia de imagens, não falta prova e já sabemos que tem vídeo circulando, eles devem saber também. Então, só não vão pegar o responsável se não quiserem. Espero que consigam pegar logo porque a pessoa tem que responder por isso”.

Como aconteceu

Aos domingos, Eloá costumava sempre estar na Igreja, participando em um grupo de crianças, como fez na tarde em que morreu. Dessa vez, na saída, o grupo decidiu ir para a quadra do canteiro central da Bonocô e assistir uma partida de futebol. Boa parte deles conseguiu passar sem problemas. Eloá, sozinha, não.

“Eles conseguiram passar, mas, na hora que todo mundo foi, uma amiguinha segurou ela e não deixou ir. Porém, Eloá foi sozinha. Na hora, um carro branco freou em cima dela. Sem saber se ia ou voltava, ela foi pra frente e um carro preto atropelou minha filha”, relatou Valdenice.

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