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Relembre o caso do desaparecimento de Dom Phillips e Bruno Pereira

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A Polícia Federal (PF) confirmou nesta quarta-feira, 15, que encontrou dois corpos no local das buscas pelo indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips. A identidade das vítimas ainda não foi confirmada, mas o superintendente regional da corporação, Alexandre Eduardo Fontes, afirmou, em coletiva de imprensa, que “existem grandes chances de que os remanescentes humanos sejam deles”. De acordo com as autoridades, a dupla foi morta a tiros de armas de fogo, seus corpos foram esquartejados, incinerados e seus restos mortais foram escondidos. As circunstâncias do crime ainda estão sendo apuradas, mas uma das hipóteses aventadas é que a dupla tenha sido perseguida em razão de denúncias sobre pesca ilegal na região. Phillips e Pereira desapareceram no domingo, 5, na região do Vale do Javari, no Estado do Amazonas. O caso gerou comoção nacional e foi marcado por uma série de etapas, que vão da prisão de dois suspeitos até um impasse sobre a data na qual os corpos foram encontrados. Relembre os principais momentos da tragédia de repercussão internacional.

Principais suspeitos

Amarildo da Costa de Oliveira, de 41 anos, conhecido como Pelado, foi preso temporariamente por 30 dias, na segunda-feira, 13. O pescador foi avistado por ribeirinhos que moram próximos ao local do crime passando pelo rio onde Bruno e Dom navegavam. No dia da prisão, agentes de segurança encontraram Amarildo com uma porção de drogas e munição de uso restrito. A Polícia Federal informou que o suspeito “portava uma espingarda calibre 16 e uma cartucheira na cintura” e que “a espingarda estava armazenada dentro da canoa de modo visível”. Ao periciar a lancha utilizada pelo rapaz, foi encontrado vestígios de sangue. Na coletiva de imprensa da noite desta quarta, Fontes afirmou que Amarildo confessou o crime e levou os policiais até o local onde os corpos foram enterrados.

Impasse sobre encontro

Na segunda-feira, 13, mais de uma semana depois do desaparecimento de Bruno e Dom, Alessandra Sampaio, esposa do jornalista, informou ao jornalista André Trigueiro, da Globo News, que foi informada por autoridades do Brasil e do Reino Unido sobre a localização dos corpos. A informação foi desmentida pela Polícia Federal (PF) e pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), que denunciou o sumiço da dupla. Diante do impasse, que ampliou a aflição dos familiares, a Embaixada do Brasil admitiu que, de maneira errada, havia repassado a informação e pediu desculpas aos parentes do jornalista e do indigenista. O rumor de que as vítimas haviam sido localizadas ocorreu depois que as equipes de buscas encontraram itens pessoais de Bruno e Dom próximos à casa de Amarildo. De acordo com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, foram encontrados um notebook; um cartão de saúde com o nome de Bruno Pereira; uma calça preta, chinelo preto e par de botas de Bruno; um par de botas e uma mochila de Dom Phillips com roupas de uso pessoal.

Pressão sobre o governo, ordens do STF e relatório da PF

O governo Bolsonaro foi criticado por uma suposta omissão na operação de buscas de Dom e Bruno. Na sexta-feira, 10, o ministro Luis Roberto Barroso determinou que a União adotasse medidas para que o jornalista e o indigenista fossem encontrados. Na segunda-feira, 13, a Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal um relatório sobre o andamento das investigações. Em um trecho do documento, a corporação afirma que Bruno Pereira enviou uma mensagem de texto dias antes do sumiço alertando que corria risco de vida.

Boris Johnson oferece ajuda

Horas antes da confirmação de que os corpos haviam sido encontrados, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse estar “profundamente preocupado” com o desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips na floresta amazônica e “sobre o que pode ter acontecido com ele”. O premiê acrescentou que seu governo estava trabalhando com autoridades brasileiras que investigam o caso. “O que dissemos aos brasileiros é que estamos preparados para fornecer qualquer apoio que eles precisem”, declarou durante sessão do Parlamento.

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