Texto da PEC que amplia benefícios vai ser mantida pelo relator na Câmara

O deputado Danilo Forte (União-CE), relator da PEC...

Lucas Selfie faz piada após treta entre Dynho e Christian Figueiredo

Lucas Selfie foi o co-host da entrevista de Christian...

Godoy sobre caso MEC: “Só Milton Ribeiro pode dizer o que aconteceu”

Em audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro...

‘Bostil’: dualidade do termo provoca críticas ao governo Bolsonaro

O termo “bostil” tem se popularizado com a insatisfação...

Perícia em corpos de Bruno e Dom é concluída, diz PF

Publicado em:

Compartilhe esse artigo

A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta-feira (22) que os exames periciais realizados nos remanescentes humanos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Philips foram concluídos. Com isso, os corpos serão entregues às famílias nesta quinta-feira (23), com previsão de decolagem do aeroporto de Brasília às 14 h para os respectivos destinos.ebcebc

Ainda segundo a PF, os trabalhos dos peritos do Instituto Nacional de Criminalística continuarão nos próximos dias concentrados na análise de vestígios diversos do caso. Na segunda-feira (20), foi localizada a lancha na qual a dupla viajava quando foram emboscados e mortos, no dia 5 de junho.

Os investigadores apuram a participação de oito pessoas envolvidas no assassinato de Bruno e Dom. Três dos suspeitos estão presos e cinco foram identificados por terem participado da ocultação dos cadáveres. Os presos são Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, Jefferson da Silva Lima e Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos. Até o momento, apenas Amarildo confessou o crime.

Segundo a PF, as investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias, os motivos e os envolvidos no caso. Na semana passada, a corporação – que lidera o comitê de crise instalado para investigar o caso -, antecipou não haver indícios de que o crime tenha sido encomendado.

Em nota, a União dos Povos do Javari (Univaja) discordou da conclusão da PF. A entidade – para a qual Bruno prestava serviços desde que se licenciou, sem vencimentos, do seu cargo na Fundação Nacional do Índio (Funai) – afirma ter repassado informações sobre organizações criminosas que atuariam na região e que poderiam ser as responsáveis pelas mortes do indigenista e do jornalista. No documento, a Univaja solicita que as investigações continuem e que nenhuma hipótese seja descartada.

“Exigimos a continuidade e o aprofundamento das investigações. Exigimos que a PF considere as informações qualificadas que já repassamos a eles em nossos ofícios. Só assim teremos a oportunidade de viver em paz novamente em nosso território, o Vale do Javari”, diz a nota.

Vítimas

Dom Phillips, que é colaborador do jornal britânico The Guardian, e Bruno Pereira, servidor licenciado da Funai, foram vistos pela última vez na manhã do dia 5 de junho, na região da reserva indígena do Vale do Javari, a segunda maior do país, com mais de 8,5 milhões de hectares.

O local concentra o maior número de indígenas isolados ou de contato recente do mundo. Eles se deslocavam da comunidade ribeirinha de São Rafael para a cidade de Atalaia do Norte (AM), quando sumiram sem deixar vestígios.

O indigenista denunciou que sofria ameaças na região, informação confirmada pela PF, que abriu procedimento investigativo sobre a denúncia. Bruno Pereira estava atuando como colaborador da Univaja, uma entidade mantida pelos próprios indígenas da região, e tinha como foco impedir invasão da reserva por pescadores, caçadores e narcotraficantes.

O que você achou desse assunto?

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Justiça nega pedido de liberdade a procurador que agrediu chefe em São Paulo

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou um pedido de liberdade solicitado pela defesa do procurador Demétrius Oliveira de Macedo, procurador que agrediu...

Mulher recebe cartão de crédito com sobrenome ‘vagabunda’ e pede indenização de R$ 50 mil

Uma mulher, de 29 anos, teve o sobrenome trocado pelo xingamento “vagabunda”  no cartão de crédito e pediu indenização de R$ 50 mil por...

Brasil participa de estudo global que busca tratamento barato para covid em países pobres

O primeiro remédio para tratamento da covid-19 foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em março de 2021, cerca de um ano...