‘Não tenho medo de nada’, diz técnico do Paysandu sobre quadrangular da Série C

Classificado na segunda colocação, o Paysandu ficou no...

Assaltantes devolvem celular e dinheiro após descobrir que vítima era esposa de líder do PCC

Criminosos que roubaram celular e dinheiro de uma...

Paula Belmonte aguarda TSE para saber se sairá candidata ao GDF

Nos 45 minutos do segundo tempo para o fim...

A empresa com lucro recorde maior que o PIB de mais de metade dos países do mundo

A gigante petrolífera saudita Saudi Aramco bateu seu próprio...

Jovem tem aparelho auditivo roubado e faz vaquinha para voltar a ouvir

Escrito por Redação

Publicado em:

Compartilhe esse artigo
O mundo voltou a ter sons para Ester Garcia em fevereiro, mas não por muito tempo. A estudante perdeu a audição e ficou sete anos sem ouvir até que recebeu um implante coclear que lhe recuperou o sentido. Neste mês, no entanto, ela teve o aparelho auditivo roubado dentro de um ônibus em Belo Horizonte e agora luta para conseguir comprar um novo equipamento que a permita escutar novamente.
O relato de Ester viralizou no Twitter na última sexta-feira (24/6). A estudante contou sobre o crime do qual foi vítima e movimentou a rede social com uma campanha para conseguir comprar um novo aparelho auditivo. Em entrevista ao Estado de Minas, ela relata como foi roubada e como é possível ajudá-la a ouvir novamente.
A estudante mora na Região do Barreiro e estava em um ônibus da linha 3050 quando teve o aparelho furtado em 13 de junho. Ela conta que usa uma corda para prender o implante na roupa para evitar roubos e que foi orientada a fazê-lo pela fonoaudióloga que a atendeu durante o tratamento para instalação do implante. A estratégia, no entanto, não foi suficiente para evitar o crime.
“Eu estava cochilando, quando eu acordei eu passei a mão na cabeça e percebi que não estava ouvindo mais e estava sem o implante e a presilha que é super forte e fica presa na camisa, estava presa, mas com a corda com aspecto de cortada, não um aspecto de que foi arrebentada”, relata.
Ester conta que começou a perder a audição aos 11 anos de forma gradativa até ficar surda, aos 15. A causa é desconhecida, mas ela acredita que seja hereditária, já que o irmão também não escuta bem e o pai, já falecido, era surdo.
Ela entrou na fila para o implante já aos 16 anos e ficou sem respostas por um longo tempo. Foi só quando começou a atuar na área do Direito, seu curso universitário, que conseguiu uma orientação sobre um problema no seu registro no Sistema Único de Saúde (SUS)
“Aos 21 anos, entrei em um escritório de advocacia como estagiária. Por coincidência, um dos advogados do escritório é filho do cirurgião que faz os implantes no Hospital das Clínicas. Eu estava “perdida” na rede de saúde auditiva, estava registrada, mas não corretamente. O pai dele corrigiu isso, descobriu o erro e demos início, tinha muitos exames pra fazer, o escritório pagou os exames para o procedimento sair mais rápido, e a cirurgia foi pelo SUS”, conta. 
O aparelho auditivo é uma extensão do implante. Utilizado na parte externa da orelha, ele se comunica com o implante interno e permite que Ester escute. Sem o equipamento ela não consegue ouvir nada.
Após ter o aparelho furtado, a estudante procurou saber o preço de um equipamento novo, mas o preço a assustou. O valor gira em torno de R$30 mil reais e está fora das condições orçamentárias. Para ajudar a conseguir voltar a ouvir, ela lançou uma vaquinha online para que as pessoas possam contribuir com a causa. Para participar, basta acessar este link.
No Twitter, Ester também divulgou a opção de ajudar via PIX.

Crime comum

O roubo do aparelho auditivo fez Ester conhecer muitas pessoas com histórias parecidas com a dela. A estudante conta que não está nem tendo tempo de responder aos relatos de quem também teve o equipamento que permite a audição roubado. Até casos de crime a mão armada lhe foram relatados.
Ela diz que pessoas surdas ou com deficiência auditiva são visadas por criminosos. Algumas, inclusive, têm medo de usar identificações importantes, como a indicação usada em carros, para não chamar a atenção de ladrões.
“Um exemplo que eu vou te dar é que as pessoas que têm deficiência auditiva ou são surdas, quando tiram a habilitação, podem colocar na traseira do carro um adesivo que mostra que aquele condutor tem deficiência auditiva ou é surdo. Tem gente que prefere não colocar esse adesivo porque eles têm medo de alguém pensar: ‘olha, o motorista é surdo, é mais fácil de roubar, ele deve ter um aparelho, deve ter um implante’”, afirma.

O que você achou desse assunto?

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Taxista é encontrado morto com sinais de tortura em Minas

Um taxista de 57 anos foi encontrado morto dentro do próprio táxi na Região do Alto Santo Antônio, em Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira. O crime...

Itabirito: vigia de restaurante reage a assalto e baleia suspeitos

Um vigia noturno baleou dois assaltantes que, junto de um terceiro comparsa, invadiram o Restaurante e Churrascaria 4 Estações, na madrugada desta segunda-feira (15/8), em Itabirito, na Região...

Mulher baleada em baile funk se nega a entregar namorado

Uma mulher de 20 anos foi baleada em um dos ombros na madrugada desta segunda-feira (15/08) durante um baile funk no Aglomerado da Serra, maior conjunto de favelas de...