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Esposa de jornalista desaparecido pede reforço nas buscas: ‘Ainda temos esperança de encontrar eles’

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A esposa do jornalista inglês Dom Phillips, que está desaparecido na Amazônia com o indigenista Bruno Pereira desde o último domingo (5), implorou às autoridades brasileiras que façam um reforço nas buscas na região o mais rápido possível para que os encontrem vivos. 

“Eu queria fazer um apelo ao governo federal e aos órgãos competentes para intensificarem as buscas, porque a gente ainda tem um pouquinho de esperança de encontrar eles. Mesmo que eu não encontre o amor da minha vida vivo, eles têm que ser encontrados, por favor”, pediu Alessandra Sampaio em um vídeo gravado com exclusividade à TV Bahia, nesta terça-feira (7). 

Dom e Bruno foram vistos pela última vez no domingo na região do Vale do Javari. “Intensifiquem essas buscas. Eu não quis falar antes porque a família toda está muito chocada e a gente não está sabendo reagir. Mas eu estou fazendo esse apelo, por favor, para intensificar essas buscas”, disse a esposa do jornalista, muito emocionada. 

Ainda nesta terça (7), a irmã de Dom Phillips, Sian, gravou um vídeo para também pedir que as autoridades reforcem as buscas. “Nós estamos muito preocupados com ele e imploramos às autoridades do Brasil para fazerem buscas pela rota que eles estavam seguindo”, disse em um vídeo publicado pelo The Guardian. “O tempo é crucial. Nós amamos nosso irmão e queremos que ele e o seu amigo Bruno Pereira sejam encontrados. Todos os minutos contam”, finalizou. 

Ao CORREIO, a cunhada de Dom, Luciana Sampaio, informou que ele está no Brasil há 15 anos e desde fevereiro de 2021 em Salvador. Atualmente, o jornalista estava escrevendo um livro sobre conservação na Amazônia. “Eles são casados há 10 anos e a última vez que ela falou com ele foi na última quinta-feira (2). Dom já foi muitas vezes à Amazônia. Em 2017 ele foi com Bruno Pereira para o mesmo local onde desapareceram”, disse. 

No domingo, em uma carta divulgada nas redes sociais, Alessandra Sampaio, já havia pedido  urgência nas buscas promovidas pelas autoridades brasileiras. “No momento em que faço este apelo, eles já estão desaparecidos há mais de 30 horas no Vale do Javari, uma das regiões mais conflagradas da Amazônia. Na floresta, cada segundo conta, cada segundo pode ser vida ou morte. Sabemos que, depois que anoitece, se torna muito difícil se mover, quase impossível encontrar pessoas desaparecidas”, disse Alessandra.

“Uma manhã perdida é um dia perdido, um dia perdido é uma noite perdida. Só posso rezar para que Dom e Bruno estejam bem, em algum lugar, impedidos de seguir por algum motivo mecânico, e tudo isso vire apenas mais uma história numa vida repleta delas”, continuou a esposa de Dom na carta.

Ainda no texto, Alessandra fala de sua preocupação quanto aos riscos que o marido e o companheiro de pesquisa estejam correndo em áreas de conflito, já que Dom fez muitas denúncias enquanto jornalista.

“Ele poderia viver em qualquer lugar do mundo, mas escolheu viver aqui. Quinze anos atrás, Dom deixou seu país, a Inglaterra, para viver no Brasil. Autoridades brasileiras, nossas famílias estão desesperadas. Por favor, respondam à urgência do momento com ações urgentes”, pediu Alessandra.

O Ministério Público Federal (MPF) afirma que já acionou a Polícia Federal, a Polícia Civil, a Força Nacional, a Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari e a Marinha do Brasil para encontrar o jornalista e o indigenista. Ainda segundo o MPF, quem conduzirá as buscas é a Marinha do Brasil pelo Comando de Operações Navais.

Nesta segunda-feira (6), a Polícia Federal (PF) ouviu as duas últimas pessoas que se encontraram com os desaparecidos. Os nomes dos homens não foram divulgados, mas, segundo informações preliminares, são dois pescadores. Eles não estão sendo considerados suspeitos e falaram na condição de testemunhas. Após o depoimento, os homens foram liberados.  

Área remota

Segundo um funcionário do Ibama, que preferiu não se identificar, a região do Vale do Javarí faz fronteira com a Colômbia e o Peru, é de difícil acesso, conflituosa e concentra muitos pontos de garimpo ilegal. Além disso, a área também é uma rota de tráfico de cocaína.

O indigenista Bruno Araújo Pereira sofria ameaças constantes de invasores e garimpeiros que atuavam em terras indígenas. O indigenista é um exímio conhecedor da região e a falta de contatos após um dos deslocamentos é vista com bastante preocupação.

Eles viajavam em uma embarcação nova e tinham combustível suficiente para a expedição.

Desaparecimento

Phillips e Bruno Pereira estavam numa expedição para visitar a equipe de Vigilância Indígena localizada próxima à base da Funai no Rio Ituí. O jornalista faria entrevistas com indígenas da região. Ambos chegaram ao local na noite de sexta-feira (3).

No domingo (5), retornavam para Atalaia do Norte e pararam na comunidade ribeirinha São Rafael, em uma visita pré-agenda, para que Bruno Pereira fizesse uma reunião com um líder comunitário para discutir a vigilância do território, alvo de constantes invasões.

Após o encontro, eles continuaram a viagem em direção a Atalaia. O percurso levaria cerca de duas horas. A previsão de chegada era para entre 8 horas e 9 horas de domingo.

No início da tarde de domingo, uma equipe da Univaja partiu para fazer buscas à dupla, sem sucesso. No fim da tarde, outra equipe partiu da cidade de Tabatinga (AM), mas também retornou sem informações sobre o indigenista e sobre o jornalista.

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