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Chefe de Direitos Humanos da ONU está alarmada com ameaças a ambientalistas e indígenas no Brasil

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A alta comissária de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) está preocupada com as constantes ameaças feitas a ambientalistas e indígenas no Brasil. Apesar de não ter mencionado o recente acontecimento, envolvendo o indigenista da Fundação Nacional do Índio (Funai), Bruno Pereira, e o jornalista britânico Dom Phillips, ela falou do país nesta segunda-feira, 13, durante a abertura do Conselho de Direitos Humanos em Genebra, Suíça. “Estou alarmada por ameaças contra defensores dos Direitos Humanos e ambientais e contra indígenas, incluindo a contaminação pela exposição ao minério ilegal de ouro”, declarou. “Peço às autoridades que garantam o respeito aos direitos fundamentais e instituições independentes”, acrescentou.

Na semana passada, quando foi relatado o desaparecimento de Pereira e Phillips, Bachelet já tinha criticado a resposta do governo brasileiro à situação, dizendo que as autoridades locais foram extremamente lentas para começarem a realizar as buscas. Durante sua fala, ela também chamou atenção para outros temas como: ameaça de ataques a legisladores e candidatos às eleições do Brasil, particularmente negros, mulheres e pessoas LGBTQIA+, e para casos recentes de violência policial e racismo estrutural que acontecem no país. A alta comissária de Direitos Humanos da ONU também pediu gatarias de um processo juste e transparante nas eleições brasileiras e que “não haja interferências de nenhuma parte para que o processo democrático seja alcançado”.

Além de falar sobre suas preocupações com o Brasil, Bachelet também anunciou que não vai buscar o segundo mandato como chefe de Direitos Humanos da ONU. “Como meu mandato de alta comissária chega ao fim, a 50ª sessão do Conselho será a última em que me expresso”, disse a ex-presidente chilena, de 70 anos, ao Conselho de Direitos Humanos em Genebra. Em um primeiro momento, Bachelet não revelou detalhes sobre os motivos de sua decisão. Mas durante uma entrevista coletiva, ela disse que avisou seu “chefe” Antonio Guterres, o secretário-geral da ONU, há dois meses. “Ele queria que eu ficasse, mas (…) já não sou uma jovem e depois de uma longa e rica carreira, quero voltar ao meu país, com minha família”, explicou.

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