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Cantora Gabily levanta a bandeira das mulheres funkeiras no estilo musical ‘proibidão’

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MARIANA ARRUDASSÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em um gênero musical machista por excelência, a cantora de funk Gabriela Batista, 26, mais conhecida como Gabily, volta a pedir respeito e espaço para as mulheres, principalmente na vertente em que elas são mais julgadas ainda: o proibidão. “Ainda sofremos muito preconceito”, diz a artista, que divulga agora o projeto “Mix Tape da Bad Girl”.

O funk proibidão costuma tratar da realidade das comunidades -cariocas, principalmente-, e suas letras geralmente falam de sexo. Muito sexo. Sem cerimônia.

“O homem objetifica a mulher nas músicas, e quando é uma mulher falando, é escandalizante. Sempre foi uma balança muito desigual, lutamos porque merecemos igualdade”, diz.

Nascida em São João de Meriti, na região metropolitana do Rio de Janeiro, Gabily tem entre seus trabalhos mais recentes o álbum “Putaria Clássica”. Em entrevista ao F5, ela fala sobre o início da carreira e de um desafio extra para conseguir se inserir no mercado musical: a surdez de um ouvido.

F5 – É verdade que você começou sua carreira cantando na igreja?

Gabriela Batista – Sim. E, por isso, minha referência era totalmente diferente. Quando eu tinha uns 14 anos meus pais se separaram e comecei a conhecer músicas mais populares, já que, na igreja, vivia em uma bolha. Uma vez fui convidada para cantar em um casamento, e a noiva queria uma música do Jota Quest. Eu nem conhecia a banda. Hoje sou eclética.

F5 – E como passou para o funk?

Gabriela Batista – Me identifiquei com o funk pela dança. Tenho voz para cantar qualquer estilo, mas não posso ser uma cantora de MPB porque não vou conseguir trazer a dança junto.

F5 – Recentemente, você comentou que um dos seus grandes desafios foi lidar com a surdez de um ouvido.

Gabriela Batista – No início tive muito feedback negativo de contratante. Na época, eu gritava muito nos shows. Sempre falava muito mais alto do que as pessoas que ouvem normalmente, então isso sim foi uma adaptação. Foi um processo difícil, complicado.

F5 – E atualmente?

Gabriela Batista – Hoje em dia isso não é mais um problema para mim. Fiz fono e aprendi a me reeducar, eu mesma percebo quando estou falando muito alto. Já falo mais baixo como rotina.

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