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Arrasta-pé do MAM atrai público forrozeiro em festa de São João antecipada

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O arrasta-pé de São João já começou no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) com o Bahia Junina. Por lá, além da brisa do mar e do pôr do sol, também teve o som do triângulo, sanfona e zabumba, muita dança e, claro, os dançarinos seguindo as ordens no improviso do cantor: “Olha a cobra! É mentira!”.

Nessa sexta-feira (17), os forrozeiros aproveitaram as apresentações gratuitas do itinerante Acorda Samba de Roda, do Quilombo Aldeia de Tubarão, um show do cantor Del Feliz e do Trio Anarriê. A programação segue até domingo (19). 

A festa dessa sexta começou às 17h e a galera demorou um pouco para pegar o ritmo junino. Quando Del Feliz começou a cantar, às 18h, a pista de dança ainda não tinha sido tomada pelo público que estava no local. A animação começou mesmo quando um casal puxou as danças típicas do São João. A partir daí foi só curtição com os passos da quadrilha junina, como o caracol, a grande roda e, o que não poderia faltar, o túnel dos casais. Quem estava aproveitando o clima e dançando agarradinha com o namorado foi a professora Patrícia Reis, de 26 anos. 

“Pra mim está sendo uma grande oportunidade essa festa, essa é a primeira vez que venho ao MAM e está sendo incrível. Eu sempre curti o São João, que pra mim é a melhor festa do ano, e estar aqui podendo participar nesse clima gostoso e do ladinho do mar é muito satisfatório”, destacou a professora. Segundo ela, os festejos do museu funcionaram como um combustível a mais que vão mantê-la animada para curtir na próxima semana, no feriado de São João. 

E numa festa junina, é claro que a maior parte do público estava de chamego com alguém. A técnica em enfermagem Cristiane Barreto, 35, e a enfermeira Mariângela Jesus, 30, também estavam bem agarradinhas, mesmo que dentro de um caracol ou de uma grande roda junina. “Aqui a gente está conseguindo dançar e se divertir muito, é um espaço confortável, seguro e muito aconchegante”, disse Mariângela, ainda sem ar após ter saído da quadrilha improvisada. 

A festa foi uma surpresa para as duas, que decidiram ir ao local e, quando chegaram, se depararam com toda uma estrutura de São João, com banquinhos coloridos, comidas típicas, palco e bandeirolas. “Foi maravilhoso ter encontrado todos esses festejos aqui, eu não vou poder curtir outras festas do São João, vou precisar trabalhar, então isso aqui está sendo incrível para mim”, afirmou a técnica em enfermagem. 

E não é só de casais que o São João do MAM sobrevive. Quem estava no local foi a escritora Renata Fernandes, 35, mãe de Beatriz, 8, e Antônio, 6. Quem passava por perto podia escutar Beatriz pedindo, ansiosa, que a mãe comprasse logo a comida típica junina que havia pedido. “Fiquei super feliz com a reabertura do MAM, está sendo super afetivo voltar aqui, principalmente com um evento desse, está sendo super gostoso para as crianças”, destacou. 

Teve gente também que aproveitou a festa no MAM para fazer uma renda extra. É o caso da fotógrafa e estudante Mila Souza, 32, que resolveu vender licor durante os festejos: “Eu estou surpresa demais, não imaginava essa festa grande, bonita e com toda essa estrutura, a gente trouxe [ela e o namorado] somente dez licores e acabou em uma hora, tivemos que ir correndo em casa buscar mais”. Segundo ela, os sabores de licor que mais estão sendo vendidos é o clássico de jenipapo e maracujá cremoso. 

A comunicadora e produtora cultural do evento, Carol Barbosa, contou que o Bahia Junina surgiu com a proposta de resgate e preservação da cultura do São João, do forró, do pé de serra, das quadrilhas e das brincadeiras juninas: “A gente vem com essa vontade de retomar todo esse movimento cultural, vai ter muita coisa boa e tudo gratuito aqui no MAM, que é um lugar muito lindo e que traz a energia da Bahia. Estamos de braços abertos esperando o público”.

“Salvador marca minha história, fiz meu primeiro show profissional no Pelourinho e estou desde então todos os anos no São João da Bahia. O meu show de hoje é marcado pelos clássicos e estou honrado de poder trocar essa energia, foi muito triste passar dois anos sem subir no palco”, declarou o cantor Del Feliz. “O São João começou mais cedo e as pessoas estão loucas com saudade da cultura, temos visto muita alegria e o desejo de poder viver isso de novo”, disse a cantora do Trio Anarriê, Daniela Penna.

Confira a programação:

Sábado 18/06
17h – Itinerante: Grupo Plataforma – Cordel
17h – Coreto: Cordel de Santo Antônio
18h/19h – Coreto:  Grupo de dança – Aulão de forró 
19h/21h – Palco: Genard, com participação de Samantha Tosto

Domingo 19/06
17h: Itinerante: Grupo Plataforma
18h/19h: Coreto: Trio de Forró
19/21h: Palco: Virgílio

*Com orientação da subchefe de reportagem Monique Lôbo 

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