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Apresentadora da Globo reproduz racismo sem saber e é salva por colega

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Talitha Morete passou por uma saia-justa no programa É de Casa, da Globo, do último sábado (11/6). Ela convidou a cozinheira Silene, que vende cocadas no salão de beleza onde a apresentadora frequenta no Rio de Janeiro, mas pediu para a convidada servir a sobremesa aos demais presentes.

A situação levantou nas redes sociais o debate sobre racismo estrutural, já que a apresentadora, sem saber, o praticou na TV.

3 Cards_Galeria_de_Fotos (2) No Brasil, os termos racismo e injúria racial são utilizados para explicar crimes relacionados a intolerância contra raças. Apenas o primeiro é considerado imprescritível Ilya Sereda / EyeEm

***Foto-pessoa-fazendo-manifestacao-contra-o-racismo-2.jpg Crime imprescritível é aquele que não prescreve, ou seja, que será julgado independentemente do tempo em que ocorreu. No caso do racismo, a Constituição Federal de 1988 determina que além de ser imprescritível, também é inafiançável Xavier Lorenzo

***Foto-pessoa-fazendo-manifestacao-contra-o-racismo-3.jpg O racismo está previsto na Lei 7.716/1989 e ocorre quando pessoas de um determinado grupo são discriminadas de uma forma geral. A pena prevista é de até 5 anos de reclusão Vladimir Vladimirov

Foto-pessoa-com-as-maos-no-rosto.jpg Segundo o advogado Newton Valeriano, “quando uma pessoa dona de um estabelecimento coloca uma placa informando “aqui não entra negro, ou não entra judeu”, essa pessoa está cometendo discriminação contra todo um grupo e, dessa forma, responderá pela lei do racismo” Dimitri Otis

***Foto-pessoas-racistas.jpg Ainda segundo o especialista, “no caso da injúria racial, prevista no código penal, a pena é reclusão de 1 até 3 anos, mais multa. Nesses casos, se enquadram ofensas direcionada a uma pessoa devido a cor e raça. Chamar uma pessoa de macaco, por exemplo, se enquadra neste crime” Aja Koska

***Foto-manifestacao-contra-racismo.jpg Em situações como intolerância racial e religiosa, a vítima deve procurar as autoridades e narrar a situação. “Se o caso tiver sido filmado, é importante levar as imagens. Se não, a presença de uma testemunha é importante”, afirmou Valeriano FilippoBacci

***Foto-pessoas-racistas-zombando-de-outr-pessoa-negra.jpg No caso do racismo, qualquer pessoa pode denunciar, independentemente de ter ou não sofrido a situação. Para isso, basta procurar uma delegacia e relatar o caso. Se for de injúria racial, no entanto, é necessário que a vítima procure pessoalmente as autoridades LordHenriVoton

***Foto-mulher-fazendo-manifestacao-contra-o-racismo.jpg Além disso, a vítima também pode pedir uma reparação de danos morais na justiça LumiNola

***Foto-supremo-tribunal-federal Recentemente, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o crime de injúria racial é uma espécie de racismo e, portanto, é imprescritível. Os ministros chegaram ao posicionamento após analisarem o caso de uma idosa que chamou uma frentista de “negrinha nojenta, ignorante e atrevida” Marcelo Camargo/Agência Brasil

***Foto-senado-federal-do-brasil No fim de 2021, o Senado, por sua vez, aprovou o Projeto de Lei (PL) nº 4.373, de 2020, que altera a legislação para incluir a tipificação de injúria racial como crime de racismo. A proposta agora está sendo estudada pela Câmara dos Deputados Waldemir Barreto/Agência Senado

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Silene, que recebeu a travessa de cocadas das mãos de Talitha, educadamente retribuiu entregando um dos doces a ela.

Manoel Soares percebeu a enrascada e salvou a colega da situação embaraçosa se oferecendo para servir as cocadas aos outros convidados.

“Vamos fazer o seguinte? Eu vou ser o seu garçom e você vai me orientar para quem eu vou servir, porque você não vai servir ninguém”, falou o apresentador.

Assista ao vídeo:

Aula de como lidar com o racismo estrutural. Parabéns Manoel Soares pic.twitter.com/CCBTKmjoJZ

— Lázaro Rosa (@lazarorosa25) June 13, 2022

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