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Acionistas da Petrobras temem “novo rombo no caixa”, diz representante

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Os ataques das maiores autoridades políticas da República contra a Petrobras preocupam seus acionistas minoritários, que foram especificamente criticados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) como culpados pelos reajustes no preço dos combustíveis. Membro do Conselho de Administração da petrolífera entre 2020 e 2021 e representante de acionistas minoritários, o advogado Leonardo Pietro Antonelli diz, em entrevista ao Metrópoles, que “falta foco e liderança” na empresa, defende a política de paridade com o preço internacional e diz que “qualquer medida legítima” para resolver problemas de preço terá apoio do conselho.

“A estratégia de sucessivas trocas no comando da Petrobras não tem se mostrado eficaz para a solução da alta dos combustíveis. A companhia possui mais de 700 mil investidores privados e não é uma estatal, mas, sim, uma sociedade de economia mista onde a maior parte do seu capital pertence a investidores privados”, diz o advogado, após ser questionado sobre as críticas de Bolsonaro.

O presidente da República disse, na quinta (16/6), que a Petrobras “está rachando de ganhar dinheiro” por ter “uma sanha de imediatamente reajustar o preço dos combustíveis”, que seria fruto justamente da pressão dos acionistas minoritários, sobretudo fundos estrangeiros. No dia seguinte, a companhia anunciou reajuste de 5,18% na gasolina e de 14,2% no diesel.

O controle acionário Atualmente, os acionistas privados têm pouco mais de 60% do capital total da Petrobras – e quase metade deles são estrangeiros. O governo mantém mais de 50% das ações com direito a voto e, por isso, indica o presidente e a maioria dos diretores. Os votos, porém, não garantem ao governo poder de influenciar na governança da empresa ou no compromisso de paridade com o preço internacional do petróleo, políticas instituídas por lei no governo de Michel Temer (MDB), em 2017.

“A maior parte do lucro da companhia vai para os brasileiros, pois o governo é o maior acionista individual”, defende o representante dos acionistas minoritários. “O petróleo é uma commodity. Num governo que prega o liberalismo, tabelar preços ou tolher o lucro é um equivoco. Se hoje os resultados da Petrobras se tornaram um sucesso, não podemos sofrer. Temos que comemorar se ela consegue ter um dos menores custos do mundo de extração do pré-sal”, completa Antonelli.

O advogado comemora o fato de que a governança da Petrobras “tem se mostrado sólida”, pois as várias trocas de comando impostas pelo governo federal não resultaram em ruptura com a paridade internacional de preços.

“As últimas notícias apontam que os preços seguirão acompanhando o mercado mundial, evitando o surgimento de um novo rombo no caixa, que em governos passados atingiu a cifra de R$ 250 bilhões”, afirma Antonelli. “O controlador [governo] pode usar o caixa para fazer políticas públicas, desde que compense os prejuízos. Já apresentamos uma série de soluções para estancar a alta. Falta foco e liderança. Creio que qualquer medida legítima que busque solucionar o problema contará com o apoio dos conselheiros, desde que não atinja o melhor interesse da companhia e dos seus 700 mil acionistas”, conclui o advogado.

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“Acreditamos que o que aqui se propõe pode restabelecer o ambiente saudável de relacionamento institucional da Petrobras com seu principal acionista, bem como, restabelece a normalidade da gestão na busca de soluções úteis ao Brasil, suas instituições e a sociedade, as empresas e todos os stakeholders da Petrobras”, diz um trecho do documento, divulgado pelo jornal Valor Econômico.

A carta foi enviada aos ministros de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, e da Casa Civil, Ciro Nogueira.

O governo tenta trocar José Mauro Coelho por Caio Mário Paes de Andrade no comando da Petrobras, e líderes no Congresso, ecoando o presidente da Câmara, Arthur Lira, fazem planos para forçar a empresa a se abrir mais às pressões do acionista majoritário, enfraquecendo as amarras da Lei das Estatais.

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