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Secretária diz que Segov autorizou compras de R$ 17 milhões em Divinópolis

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No centro da polêmica envolvendo gastos milionários com a Secretaria Municipal de Educação de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, a secretária afastada do cargo, Andreia Dimas, foi a primeira a ser ouvida nesta sexta-feira (27/5). Ela revelou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que as compras de R$ 17,5 milhões foram autorizadas pela Secretaria de Governo (Segov).

A pasta é liderada pela vice-prefeita, Janete Aparecida (PSC), já listada para ser ouvida. Também participaram do processo, segundo Andreia, a Secretaria Municipal de Administração, gerida por Thiago Nunes, além da procuradoria e controladoria com pareceres jurídicos.

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O município aderiu a seis atas de consórcios e a uma de prefeitura para a aquisição de mobiliários, brinquedos, notebooks e laboratórios de matemática e ciências da natureza. Foram empenhados na operação, segundo o Portal da Transparência, R$ 17.510.834,80.

Andreia Dimas afirmou que a modalidade de contratação foi definida em função do curto prazo para a abertura de processo licitatório. Somente em setembro do ano passado ficou acertado que a pasta cumpriria o índice mínimo constitucional de 25%, com base em orientação da Secretaria Municipal de Fazenda. A decisão partiu, segundo ela, da Segov.

A partir daí foi elaborada uma lista prévia dos itens a serem comprados com base na demanda colhida por meio de ofícios enviados pelas direções das escolas ao longo do ano passado e em contato com elas. A prioridade seria para reformas estruturais, mas não havia engenheiro disponível para a elaboração do projeto e nem tempo suficiente para a licitação.

Nem todos os itens elencados por diretores na lista prévia foram adquiridos. Setores internos da Secretaria de Educação elaboraram a relação final e posteriormente enviaram à Secretaria de Governo para autorização. “Nenhuma compra no município é realizada sem a autorização dela. Encaminhamos as nossas solicitações com a justificativa técnica do por que fazer aquela aquisição”, destacou Andreia.

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“Catálogos”

De acordo com a secretária Andreia Dimas, a seleção de onde comprar ocorreu a partir dos catálogos enviados diariamente por fornecedores. Neles há a relação de atas com produtos contratados por meio de licitação.
Em um exemplo prático, a equipe optou pela compra de um brinquedo de cunho pedagógico. Com base nos catálogos disponíveis, foi escolhido aquele que se encaixava dentro das especificações da secretaria. Neste caso, optou-se pelo Play Ball. 
Selecionado o brinquedo, o setor financeiro realizou as três cotações para verificar se o preço estava dentro do mercado. O município adquiriu por R$ 9,9 mil.

“Naqueles catálogos tinham atas anexas, mas para nós o que importa é o produto pedagógico, o que cabe à secretaria de educação”, frisou a secretária.

 
“Selecionamos aqueles produtos e encaminhamos para a Secretaria de Administração. Eles organizaram o processo, avaliaram que estava tudo correto, se não, eles não nos encaminhariam. Depois, encaminham para a procuradoria, onde temos dois pareceres, um da compra e o outro do contrato, a controladoria que fez o checklist e só aí veio para a gente fazer a aquisição”, complementou.
Para auxiliar Andreia Dimas, a Secretaria de Administração designou o servidor Rafael Virginíssimo. Ele também foi arrolado como testemunha e será ouvido pelos vereadores. 

Bilhete

Em depoimento rápido, o procurador Sérgio Mourão disse que o parecer jurídico é baseado na documentação anexa a todo o processo. “Não posso achar que chegou algo de má fé (…) para que eu caísse em uma armadilha”.

Dizendo confiar no que lhe é enviado, Mourão deu parecer pela legalidade e consonância com o preço de mercado. Este último, segundo o procurador, foi baseado nas três cotações apresentadas pela Secretaria de Educação, porém não analisadas ou revisadas por ele.

Sérgio disse também que junto aos documentos veio um bilhete que dizia: ‘favor dar prioridade’. “Acredito que pelo fechamento do exercício”, explicou.

A orientação foi feita pela Secretaria de Educação. Para atingir o índice mínimo constitucional de 25%, o valor teria que ser gasto até dezembro passado.

Desencontro de informações

O terceiro e último a ser ouvido no dia de hoje provocou um “empurra-empurra” entre secretários. Thiago Nunes, à frente da Secretaria de Administração, negou que a pasta dele tenha participado de qualquer análise para adesão de atas. Em resumo, afirmou que os setores são responsáveis apenas por “juntar” documentos e gerar um código de pagamento. 
“Compete à Secretaria de Administração organizar os documentos e encaminhar para os setores competentes. Análise de mérito, análise de vantajosidade, análise de preço não competem legalmente à minha secretaria e sequer nós analisamos esse tipo de documento”, justificou, contradizendo a declaração da secretária.
Nunes empurrou a responsabilidade para a Educação e salientou que o profissional da Semad foi designado para orientar apenas sobre os documentos necessários à adesão. “A análise do mérito do que está escrito naquele documento não compete a ele e nem a qualquer um da minha equipe”.
Com as contradições entre as declarações, a vereadora Lohanna França (PV), relatora da CPI, solicitou a acareação entre os dois secretários. O pedido será colocado em votação entre os membros na próxima reunião da comissão, mas já tem o apoio do presidente Josafá Anderson (CDN).
Também deverão ser antecipadas as oitivas de outros profissionais técnicos da Secretaria de Educação. Além da suspeita de superfaturamento, a CPI aponta indícios de formação de cartel entre as empresas contratadas.

Movimento

Um movimento formado por educadores e pais de alunos foi criado em apoio à secretária de Educação. Servidores lotaram a Câmara pedindo a recondução de Andreia Dimas ao cargo. Ela foi a única afastada temporariamente pelo prefeito Gleidson Azevedo (PSC) devido à CPI.
*Amanda Quintiliano especial para o EM

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