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Quintão é confirmado como vice na chapa de Kalil ao governo de Minas

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O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, ontem, a indicação do deputado estadual André Quintão para vice-governador na chapa de Alexandre Kalil (PSD) que vai disputar o comando do Executivo mineiro. A decisão foi tomada após reunião entre o presidenciável petista Luiz Inácio Lula da Silva e Kalil, em São Paulo (SP). O encontro serviu, também, para reforçar a aliança entre eles, costurada na semana passada, além de marcar a primeira foto pública dos dois juntos. O PT confirmou, ainda, o apoio à reeleição de Alexandre Silveira (PSD) ao Senado Federal. O movimento ratifica a desistência do deputado federal Reginaldo Lopes da corrida por assento na Câmara Alta do Congresso Nacional.
Como antecipou o Estado de Minas, Quintão era o favorito a ser o parceiro de chapa de Kalil. Ele é líder do bloco de oposição ao governador Romeu Zema (Novo) na Assembleia Legislativa. A favor do parlamentar, pesou o fato de ser benquisto por Kalil, que chegou a indicá-lo a Lula como nome para compor a chapa. O presidente do Parlamento mineiro, Agostinho Patrus (PSD), que cedeu a vice-candidatura, também tem apreço pelo petista. À reportagem, Quintão disse que a costura que o levou a ser parceiro de Kalil é fruto de uma “construção coletiva” feita pelo ex-prefeito belo-horizontino em parceria com Lula e Agostinho.
Coube a Lula anunciar oficialmente o desenho da chapa. “Juntos, vamos trabalhar pela vitória em Minas e no Brasil, para que nosso povo volte a ter esperança numa vida com dignidade e direitos, com emprego e renda, com desenvolvimento e justiça social, em um país soberano e democrático”, afirmou. Os outros participantes do encontro que selou a indicação do vice foram Cristiano Silveira, presidente estadual do PT, e Reginaldo Lopes, coordenador da campanha presidencial petista em Minas. Líder da legenda na Câmara, ele será, ao lado de Agostinho Patrus, o responsável pelas ações do palanque Lula-Kalil.
Na página oficial do PT, foi feito o anúncio: “O PSD apresentará Alexandre Kalil para o governo de Minas e o senador Alexandre Silveira para a reeleição, enquanto o PT apresentará o deputado estadual André Quintão para candidato a vice-governador”.
Vereador de Belo Horizonte do fim dos anos 1990 ao início da década passada, Quintão foi eleito deputado estadual em 2003. Assistente social, atuou como secretário de Estado durante parte do mandato do correligionário Fernando Pimentel. Ele faz parte do grupo político do deputado federal Patrus Ananias. Essa ala do PT teve espaço na Prefeitura de Belo Horizonte durante a gestão Kalil — Patrus, inclusive, sugeriu a contratação de Maíra Colares, depois empossada secretária de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania. “Minha entrada [na chapa] é de viés social. É a incorporação, à campanha do Kalil, de um projeto progressista”, disse o pré-candidato a vice ao EM. “Minha maior aproximação com Kalil não é pessoal, mas política. Política em função do que ele fez em Belo Horizonte na questão social. O que Kalil fez em BH, pode fazer por Minas – e Lula vai tentar fazer pelo Brasil”, emendou.
A reboque do acordo com o PT, Kalil ganha os apoios de PCdoB e PV, que vão formar uma federação partidária com os petistas. A Rede Sustentabilidade, que compôs o governo dele na prefeitura, também deve estar no leque de alianças. Segundo Quintão, uma das ideias é tentar levar, ao grupo, legendas como o Psol e o PSB, que têm pré-candidaturas próprias ao Palácio Tiradentes – Lorene Figueiredo e Saraiva Felipe, respectivamente.
“A apresentação de meu nome ao partido é resultado de um trabalho de anos. Há, também, relação com os movimentos sociais, especialmente no combate à pobreza e à exclusão, de respeito às comunidades tradicionais e indígenas, e às causas civilizatórias – contra a homofobia e em defesa da igualdade racial”, explicou Quintão.
Apesar da simpatia a Quintão, Kalil disse, há três dias, que conheceu o candidato a vice na sua chapa recentemente, durante encontro em seu escritório. Segundo o pessedista, eles foram apresentados já depois da renúncia à Prefeitura de Belo Horizonte. Durante participação no “EM Entrevista”, podcast do EM e do Portal Uai, Kalil garantiu que não teria a palavra final no processo do PT para escolha do vice.  “É um cara que vai trabalhar com o candidato ao governo e [eventualmente] no governo de Minas. É lógico que vai passar pelo PT, mas tem que passar pelo [candidato a] governador, porque é um cargo para exercer poder, de extrema confiança do governador”, explicou.
PETISTAS COMEMORAM 
A oficialização da aliança entre Lula e Kalil foi bastante comemorada por lideranças petistas. Eles celebraram, ainda, a presença do partido na chapa que vai enfrentar Zema. “Minas Gerais em boas mãos. Vamos juntos por Minas e pelo Brasil”, falou Cristiano Silveira. “[André tem] Liderança, experiência e respeito. Conhece o estado na perspectiva dos excluídos. Me representa demais. Vamos construir programa de governo e compromissos”, concordou a deputada estadual Beatriz Cerqueira.
No PSD, porém, ainda há certa resistência à ideia de palanque com o PT. Antes da celebração do matrimônio, os quatro deputados federais da sigla eleitos por Minas Gerais se reuniram com Alexandre Silveira, que é o presidente estadual da sigla, e pediram apoio da legenda à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). Diante do acordo com Lula, a tendência é que os dissidentes sejam liberados a seguir suas crenças. Eles já manifestaram publicamente que não pretendem apoiar Lula, porque querem caminhar com o atual chefe do Executivo federal.

Em vídeo, Lula exalta aliança

Após oficializar a aliança com Kalil, Lula agradeceu ao deputado Reginaldo Lopes por desistir de disputar o Senado. Em vídeo obtido com exclusividade pelo EM, Lula afirma ao deputado que ele tomou “atitude histórica” ao sair da corrida pelo assento de senador. “Todo mundo sabe que o companheiro Reginaldo era pré-candidato a senador. Todo mundo sabe que ele tinha grande chance de se eleger por Minas Gerais. Entretanto, as circunstâncias políticas fizeram com que tomássemos a decisão de fazer uma aliança com Kalil”, disse o petista.
Na gravação, Lula explica que a união a Kalil é benéfica a ambos. “Interessa ao Kalil o apoio do PT e de Lula para que ele se eleja governador. E interessa, ao PT e ao Lula, o apoio de Kalil para que a gente se eleja presidente. Reginaldo, da forma mais extraordinária, solidária e fraterna que um ser humano pode ser, resolveu retirar a candidatura dele ao Senado e se colocar à disposição, a meu pedido e de Gleisi Hoffmann, para ser o coordenador de minha campanha em Minas.”
O PT prepara agora o retorno de Lula a Minas. A coordenação da campanha organiza um ato de campanha em Uberlândia, no Triângulo, para o próximo dia 10. Será a primeira agenda pública dos dois. Ao EM, Reginaldo Lopes, que encabeça a equipe do presidenciável petista no estado, disse que a ideia é promover o evento “Lula e Kalil abraçam Minas”. “Vai ser o primeiro ato conjunto da aliança Lula-Kalil. Será a apresentação das duas pré-candidaturas aos mineiros”, afirmou. A agenda de Lula e Kalil no estado deverá ter, também, uma coletiva de imprensa.

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