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Marinho cita escândalo do MEC após atraso de emenda para campus da UFRB em Santo Amaro

Escrito por Redação

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O deputado federal e pastor Márcio Marinho (Republicanos), autor de uma emenda que direciona recursos para a construção do campus próprio da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) em Santo Amaro, acusou o escândalo no Ministério da Educação (MEC) como uma barreira para a liberação de verbas para investimentos no setor pelo governo federal.

 

As denúncias em questão envolve a participação de líderes religiosos na articulação para a destinação de verbas pelo Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), comandado pelo MEC.

 

Presente na entrega do Conselho Tutelar da Barroquinha, na manhã desta quarta-feira (13), o parlamentar disse que irá à Brasília na próxima semana para discutir o assunto. 

 

“Nós estamos ainda na batalha. Haveria, por parte do MEC, o desempenho de recursos já no início do ano, mas todos estão acompanhando o que tem acontecido no ministério e acaba atrapalhando as ações do próprio governo para aportar a verba e fazer os projetos andarem”, indicou Marinho ao Bahia Notícias. 

 

O compromisso para a liberação de recursos, segundo o deputado, foi apontado pelo ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, que havia previsto o aporte para este ano. A construção do campus marca o processo de ocupação do terreno doado à UFRB em 2012 e que sediou no passado a antiga Siderúrgica Fundição Trzan.

 

UFRB EM SANTO AMARO

Atualmente, o Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (Cecult), campus da instituição na cidade, funciona no prédio do antigo Colégio Estadual Pedro Lago e tem sua parte administrativa alocada em uma edificação alugada.

 

Em julho de 2020, uma disputa entre uma empresa de tintas automotivas, que buscava instalar uma planta no local, rendeu protestos de Caetano Veloso nas redes sociais (relembre aqui).

 

Meses depois, em novembro, a instituição lançou a pedra fundamental do novo centro (veja aqui), respondendo uma cobrança do Ministério Público Federal (MPF). A previsão era de que as obras fossem iniciadas no início do ano seguinte, em 2021.

 

À época, o diretor do Cecult, Danillo Barata, comentou sobre a obra. “Em setembro nós fizemos uma visita ao Ministério da Educação e ao Ministério do Turismo, que agora é o responsável pelo Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional]. Nessa reunião ficou acordada, justamente, a transferêcia dos recursos para a construção da parte física dos pavilhões de aula e administrativo do centro. E o Iphan também se comprometeu com a reforma da parte da antiga edificação”, explicou Barata. 

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