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Depois de nove anos à frente da Petrobrás, Gabrielli vai deixar a presidência

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sergio-gabrielliUma companhia que produziu, em 2011, dois milhões de barris de petróleo por dia no Brasil, contra 1,5 milhões de barris em 2003, um aumento de produção de mais de 30%. 

A  mesma companhia também viu seus investimentos saírem de R$ 11 bilhões em 2011, ou seja um acréscimo de 594%. Essa é a Petrobras de hoje, José Sérgio Gabrielli, que deixa o cargo no dia 13 de fevereiro, depois de comandar por nove anos a maior empresa do país.

Números robustos não faltam. Questionado sobre se teria algum arrependimento na gestão da Petrobras, Gabrielli lembra que assistiu a empresa sair do valor de mercado de R$ 14 bilhões, em 2003, quando assumiu a presidência, para R$ 160 bilhões este ano. “A Petrobras é uma equipe que joga tão bem que deixa marcas indeléveis nas pessoas que passam por lá. Eu estou há nove anos na diretoria, sou o presidente mais longevo da empresa. Nunca antes na história da Petrobras houve um presidente que passou tanto tempo como eu”, orgulha-se.

Dentre as realizações de sua gestão, o ainda presidente destaca que, atualmente, a empresa tem mais de 52% dos seus funcionários concursados, com menos de 10 anos na casa. O que mostra que o quadro de empregados passou por uma renovação. Gabrielli ainda explica que a quantidade de terceirizados, que hoje seria expressiva dentro da empresa, aumentou por conta do volume de atividades dentro da Petrobras.

“Você tem uma refinaria com 3 mil pessoas trabalhando e 18 mil instalando novas unidades no local. Aparece como mão de obra terceirizada, quando, na verdade é construção e montagem que não faz parte do quadro de pessoal da Petrobras”, explica.

Gabrielli também comentou que não acredita que a forma de gestão da estatal mudará com a chegada da nova presidente, Maria das Graças Foster. “Estamos com um programa de investimentos de U$$ 225 bilhões (R$ 416 bilhões) sendo que serão aplicados em torno de U$$ 6 bilhões (R$11,1bilhões) na Bahia, nos próximos quatro anos. É o maior programa de investimento do mundo”, afirmou.

Tudo isso por conta do pré-sal, uma gigantesca reserva de petróleo localizada no mar, em altas profundidades. A exploração da camada do pré-sal pode aumentar o rendimento médio dos poços de 12 mil barris por dia, em cada poço, para 36 mil. Gabrielli comentou que, já hoje, 10% da produção brasileira de petróleo já vem do pré-sal. A meta é, até 2015, alcançar 40%.

Sobre as brigas que teve com a presidente Dilma Rousseff, apontadas como  a principal  razão para sua saída, ele minimizou o problema “ Conheço a presidente Dilma desde o tempo da transição em 2002. Somos pessoas com posições firmes. Tivemos momentos em que convergimos , tivemos momentos em que divergimos. Entre tapas e beijos, a maioria do tempo foi de mais beijos e menos tapas”, brincou.

Gabrielli esteve em Salvador ontem para participar do Concurso Idéias Inovadora evento promovido pela Fundação de Amparo à pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) que premiou com R$ 64 mil projetos de inovação.

Mais sorte do que eficiência. Essa é a opinião do professor de Economia da Universidade de São Paulo(USP), Celso Grisi, sobre o desempenho de José Sérgio Gabrielli no comando da Petrobras. Ele não discorda dos avanços citados pelo atual presidente da empresa, mas diz que a descoberta do pré-sal, em 2007, foi o principal motivo para o crescimento da indústria de petróleo no Brasil. “Ele foi muito feliz porque o pré-sal foi descoberto na gestão dele. E isso é ótimo, porque traz muito capital para o país, muitos investidores se interessam pelo Brasil”, explica. Mas Grisi não deixa de lembrar também de aspectos negativos do período em que Gabrielli está à frente da estatal. “Houve um exagero de subsídios para combater a inflação. E isso se refletiu nas ações da empresa, que já não têm o mesmo valor que tinha no passado”. Ele destaca também a quantidade de vazamentos de óleo que tem acontecido. “ A gestão esqueceu de prezar pela qualidade do serviço. Esses vazamentos são conseqüência do descaso com problemas ambientais”, considera o especialista, que aproveita para lembrar que o petróleo é finito. Um dia vai acabar.

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