Macron nomeia Élisabeth Borne para o cargo de primeira-ministra na França

Emmanuel Macron nomeou nesta segunda-feira, 16, Élisabeth Borne para...

‘Power Couple’: Nahim e Matheus se enfrentam e dinâmica termina em caos e gritaria

Mais uma vez uma dinâmica entre os casais do...

Polícia prende Paulo Cupertino, acusado de matar o ator Rafael Miguel há três anos

A Polícia de São Paulo prendeu, na tarde desta...

TJ-RJ arquiva denúncia contra Flávio Bolsonaro por supostas rachadinhas

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio...

Desemprego fica estável no país

Publicado em:

COMPARTILHE ESSE ARTIGO:
O desemprego nacional ficou estável em 11,1% nos primeiros três meses do ano frente ao trimestre anterior, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem. Com relação ao primeiro trimestre do ano passado houve uma queda de 3,8 pontos percentuais, quando a taxa era de 14,9%. Segundo o IBGE, o número de desempregados ficou praticamente estável no início de 2022, em 11,9 milhões. A população desocupada era de 12 milhões nos três meses anteriores.
Vinte e seis das 27 unidades da Federação registraram taxa de desemprego considerada estatisticamente estável no primeiro trimestre, na comparação com os últimos três meses do ano passado. Em Minas Gerais, a taxa de desemprego nos três primeiros meses deste ano ficou em 9,3%, contra 9,4%no trimestre anterior, mas teve queda de 4,6 pontos percentuais em relação ao primeiro trimeste do ano passado, que o desemprego em Minas era de 13,9%. Ao fim dos três primeiros meses, o contingente de desempregados no estado chegou a 1,06 milhão.
As maiores taxas de desemprego registradas no Brasil no primeiro trimestre foram Bahia (17,6%), Pernambuco (17%) e Rio de Janeiro (14,9%). O Amapá foi o único a ter queda no índice, com redução de 17,5% para 14,2% no número de desempregados. Para a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, a queda, contudo, não se deve ao aumento no número de pessoas ocupadas, mas à menor pressão das pessoas sem trabalho buscando ocupação no estado. “Houve uma queda de 7,3% no número de pessoas na força de trabalho e um aumento de 10,4% no contingente fora da força”, explicou
.
Já as menores taxas foram registradas em Santa Catarina (4,5%), Mato Grosso (5,3%) e Mato Grosso do Sul (6,5%). Em São Paulo, o desemprego ficou em 10,8% no primeiro trimestre, abaixo dos 11,1% registrados no quarto trimestre de 2021, embora seja classificado como estatisticamente estável pelo IBGE. Por se tratar de uma pesquisa de amostragem, o IBGE informa que há um intervalo de confiança para os dados, que varia de estado para estado.
Segundo Adriana Beringuy, a busca por vagas travada explica a taxa de desocupação estável. A estabilidade na taxa de desocupação chama a atenção, porque o início do ano é marcado pelo encerramento de contratos temporários, com elevação do nível de desocupação. A população ocupada com algum trabalho até recuou para 95,3 milhões de janeiro a março, mas em nível menos intenso do que em anos anteriores, destacou Adriana. A baixa foi de 0,5% (menos 472 mil pessoas) na comparação com o trimestre de outubro a dezembro.
“Se olharmos a desocupação em retrospecto, pela série histórica da pesquisa, podemos notar que, no primeiro trimestre, essa população costuma aumentar devido aos desligamentos. A Pnad envolve tanto o mercado de trabalho formal quanto o informal. Ou seja, são avaliados desde empregos com carteira assinada e CNPJ até os populares bicos. A população fora da força de trabalho – que não estava ocupada nem desocupada – foi de 65,5 milhões no primeiro trimestre de 2022. Houve crescimento de 1,4% (mais 929 mil) ante o final de 2021.
Adriana lembrou que, no começo do ano, há alguns fatores sazonais que tendem a dificultar a procura por trabalho e a inserção no mercado. “Tem a questão das férias. Muitas pessoas interrompem a busca por trabalho. Isso está mais relacionado a mulheres com filhos, por não ter creches funcionando. Também há estudantes (nessa situação), em virtude das férias”, apontou.
LONGA DURAÇÃO 
A Pnad Contínua mostra que o desemprego de longa duração atinge 29% da população, os quais já procuram uma nova oportunidade de trabalho há pelo menos dois anos. A parcela é menor do que os 30,3% registrados no quarto trimestre, mas bem maior que os 23,5% contabilizados no mesmo período de 2021. Ao todo, no período de janeiro a março deste ano, eram 3,463 milhões de trabalhadores dos 11,949 milhões que não estavam trabalhando e buscavam oportunidades.
Se considerados todos que procuram emprego há pelo menos um ano, esse contingente em situação de desemprego de longa duração sobe a 5 milhões. Mais 4,88 milhões de brasileiros procuravam trabalho há um período entre um mês e um ano, o que equivale a 40,8% do total de desempregados. Os dados apontam ainda que 2,06 milhões tentavam uma vaga há menos de um mês, 17,2% do total.
RENDIMENTO 
O rendimento médio real mensal habitual foi calculado em R$ 2.548. O valor representa elevação de 1,5% em relação ao 4º trimestre de 2021, quando atingiu R$ 2.510. É também um recuo de 8,7% ante o 1º trimestre de 2021. Já tinha alcançado R$ 2.789. Em Minas Gerais, o rendimento real fechou o primeiro trimestre praticamente estável em R$ 2.245, o que representa uma queda de 5,6% em relação ao valor de R$ 2.401 verificado nos tês primeiros meses do ano passado.

O que você achou desse assunto? Deixa aqui seu comentário

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Governo cobra repasse da redução de impostos ao consumidor, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo está realizando rodadas de conversas com representantes da indústria para cobrar o repasse da...

Inflação pesa mais entre mais pobres em abril e vai a 12,7% em 12 meses, diz Ipea

As famílias de renda mais baixa foram as que mais sentiram o aumento nos preços da economia em abril. A alta de preços foi...