Thiarles Santos (PSL) de Uberlândia
Advogado, natural de Teixeira de Freitas, o vereador Thiarles Santos (PSL), de Uberlândia (MG), morreu nesta sexta (17), aos 34 anos, em decorrência de complicações da doença. O parlamentar ficou quase um mês internado, depois de testar positivo em 16 de agosto.
No mesmo dia, defendeu nas redes sociais: “Fim do uso das máscaras. Jamais irei fazer qualquer distinção entre vacinados e não vacinados. Vamos lutar pelo não uso de máscara quando tivermos com 70% de vacinados ou já tiverem contraído a doença”, disse.
Depois de testar positivo, o vereador disse nas redes sociais que estava se recuperando bem, com tratamento em casa  e que não precisaria ser hospitalizado. Os dias passaram, precisou ser internado e, na terça-feira (14), apresentou forte instabilidade. Com os pulmões muito comprometidos, não resistiu e morreu na manhã de hoje.

PROJETO PARA NÃO USAR MÁSCARAS – Na defesa do tema, reforçou ainda que o projeto visava desobrigar, e não impedir, que as pessoas usassem máscara na cidade.
O tempo dirá se o maior número de covas abertas para enterros de diagnosticados com a covid-19 será de vacinados ou de quem luta pra não ser vacinado, nem ser obrigado a utilizar máscaras.
O autor do projeto de lei para desobrigar o uso de máscaras de proteção contra a covid-19, na cidade mineira, não vai saber a resposta.
Deixa esposa e quatro filhos.
Nascido em Teixeira de Freitas/BA se mudou com a família para Uberlândia/MG, ainda aos 6 anos de idade
O projeto apresentado por ele chegou a ser protocolado na Câmara Municipal em agosto, mas ainda não foi discutido nas sessões seguintes e, com a morte do autor, não deve prosperar. No texto, Thiarles deu explicações – não comprovadas por órgãos científicos – de como a medida iria beneficiar pessoas que sofrem de problemas respiratórios. “O ar quente dentro da máscara pode dificultar a respiração e desencadear crises respiratórias, como asma. Se a máscara for muito apertada, pode desencadear ansiedade, alterando padrões respiratórios e causando muito desconforto”, afirmou ele, sem qualquer estudos que comprovem isso.

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