Carlos Alberto da Cunha, conhecido como Delegado da Cunha nas redes sociais
Que em toda as profissões há os bons e maus, isso não é novidade. Foi isso que Carlos Alberto da Cunha, conhecido como Delegado da Cunha nas redes sociais, disse em um programa na internet.
Inconformada, a alta cúpula da Polícia Civil de São Paulo, decidiu recolher armas, algemas, distintivo e retirar o delegado das ruas.
O afastamento e recolhimento das armas foram determinados pelo Delegado Geral de Polícia, Ruy Ferraz Pontes, em decisão divulgada na sexta-feira (23).
Delegado Cunha exibindo uma de suas armas usadas no combate ao crime. Ao fundo, uma câmera acoplada à roupa registra o momento de ação
O documento relata que, durante o podcast Flow Podcast, Cunha chamou policiais civis com mais de 55 anos de “ratos” e “raposonas”, o que causou indignação entre seus colegas.
A fala que causou o afastamento de Cunha ocorreu pouco após o policial militar e vereador no Rio de Janeiro, Gabriel Monteiro, que também participava do podcast, afirmar que não aconselha pessoas a virarem PMs em seu estado “por causa das condições”.
O delegado discordou e passou a explicar seu entendimento. “Vai dar aula na faculdade, vai desenvolver outra atividade intelectual, vai ser advogado, secretário, qualquer coisa, mas para ser polícia você tem que ter um motivo”, disse.
Cunha, que é negro, é um fenômeno nas redes sociais. Considerando seu canal no YouTube e seus perfis em Facebook e Instagram, ele possui mais de 8 milhões de seguidores.
Câmara acoplada no uniforme mostra policiais em ação, nas ruas
Atento ao crescimento da presença das pessoas na internet, o delegado acoplou uma câmera de ação ao uniforme para mostrar como é seu dia-a-dia no trabalho, muitos deles, na rua, com abordagens, perseguições, troca de tiros e prisões, cenas parecidas como nos filmes.
Ao invés de usar a visibilidade que o delegado tem na internet, fazendo crescer o senso crítico de honestidade e probidade administrativa, a cúpula da polícia age para intimidar e sufocar a voz de quem é criminalizado, inclusive, por se vestir como personagens em quadrinhos, o Justiceiro e o Pantera Negra, conduta alvo de processos administrativos na corporação.

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