Wesley Soares Góes (38) estava atuava na Polícia Militar da Bahia (PMBA) desde 2008.
Há pelo menos sete anos, estava Lotado na 72ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar) de Itacaré, cidade ao sul do estado e distante 250 km da capital.
O último ato de sua vida surpreendeu familiares e amigos. Considerado uma pessoa calma e sem histórico de problemas psicológico, no último domingo (28), foi morto após atirar contra agentes que negociavam sua rendição na orla do Farol da Barra, em Salvador.
Chegou no local por volta das 14h, passando cerca de quatro horas dando tiros para o alto e gritando palavras de ordem diante de um dos principais pontos turísticos da capital baiana.
Por volta das 18h30, pouco depois de disparar o seu fuzil na direção de policiais que tentavam demovê-lo do protesto solitário, foi atingido numa ação das equipes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais).

O soldado, que tinha o rosto pintado de verde e amarelo, chegou a ser socorrido por uma ambulância do Samu (Serviço Móvel de Urgência) para o HGE (Hospital Geral do Estado), mas não resistiu aos ferimentos.
Nesse dia, ele chegou ao seu posto de trabalho, pouco antes das 9h, quando começaria um plantão de 24 horas. Lá, pegou um fuzil e uma pistola e saiu sem ser notado pelos demais policiais.
Familiares do soldado também afirmam desconhecer sinais de que pudesse sofrer de algum transtorno.
Natural de Belo Horizonte (MG), o PM não era casado, não tinha filhos e morava sozinho em Itacaré. Os pais do policial residem na vizinha Itabuna. Wesley Góes foi enterrado nesta segunda-feira (29).
Nas redes sociais, pessoas próximas lamentaram a sua morte. Nas horas de folga, tocava sanfona.

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