O lixo é um problema mundial que muitos vão deixando debaixo do tapete ou do outro lado do muro. Em Caravelas, a coleta começou em agosto. De lá pra cá, mensalmente mais de uma tonelada de lixo tem destino sustentável, com o recolhimento seletivo em Caravelas, Ponta de Areia e Barra de Caravelas.

Pontos de Coleta Voluntária foram instalados em locais estratégicos. Em Caravelas (Praça Teófilo Otoni), Ponta de Areia (próximo da Rodoviária) e na Barra de Caravelas (Administração e Centro de Vivência). O recolhimento acontece na terça-feira (Ponta de Areia), quarta-feira (Barra) e quinta-feira (Caravelas), sempre a partir das 14 horas.

O horário da coleta seletiva foi estabelecido em período diferente da coleta tradicional de lixo, como iniciativa para a comunidade se adaptar à mudança e separar material para ser recolhido e triado.

Outra estratégia foi sensibilizar empresários e comerciantes para adesão ao projeto, incentivando a separação do lixo. O sucesso da coleta seletiva e a sustentabilidade dependem, sobretudo, da educação ambiental e da participação efetiva da população, por isso é muito importante o apoio da gestão municipal nesses primeiros passos.

Cinco colaboradores têm auxiliado no trabalho, sendo três coletores e outros dois vigilantes. Utiliza se na operação os materiais básicos para seleção e embalagem e recolhimento (prensa, balança, bags, EPI´s e uma caçamba).

Os custos do projeto atuam no projeto, por meio de parceria firmada entre a Prefeitura de Caravelas e a Associação Moradores, Marisqueiros, Pescadores, Extrativistas e Catadores do Distrito de Ponta de Areia (AMMPECPA), única associação de catadores do município a apresentar proposta para o chamamento.

Para a Secretária de Meio Ambiente, Edinéia França, “o retorno ambiental e social nesse processo inicial é evidente, visto o quantitativo de resíduos que deixa de ir ao aterro sanitário e no caminhão convencional, sem contar a geração de emprego e renda”, destaca.

E acrescenta: “os desafios para os próximos anos será a continuidade do processo educativo e o apoio de outras instituições, associações e ongs, construindo uma rede capaz de demonstrar o trabalho realizado em Caravelas, como modelo para o extremo sul”, conclui.

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