Muita gente se uniu para um pente fino nas areias das praias pradenses

Os moradores do município de Prado deram um show ao se unir durante a passagem da mancha de óleo pelos 84km de litoral pradense.

Cada um doou pouco do que tinha para ajudar e esse pouco de cada um se tornou o necessário para conter o avanço e a presença dos fragmentos na faixa litorânea do município.

Se faltava alguma coisa, os moradores de Prado fizeram, ao das as mãos e ao abraçar o mar, desde o início do surgimento dos primeiros fragmentos, lá pelo dia 31 de outubro, até esse domingo (10). Para os envolvidos no comando de gerenciamento da ação de limpeza do mar e de muitos voluntários foram dias de muito trabalho, sem se deixar vencer pelo cansaço.

Ação de limpeza mobilizou a população pradense

O resultado de todos esses esforços resultou numa grande ação de limpeza, capaz de vencer o acúmulo das manchas de óleo nas praias.

Nesse domingo (10), enquanto alunos de várias universidades, ongs, poder público (Prefeitura do Prado, ICMBio, Parque Nacional do Descobrimento, Marinha do Brasil) e muitos voluntários faziam um trabalho de peneirar a areia, muitos banhistas aproveitaram o dia para cair na água ou para pegar um bronzeado, como se nada tivesse acontecendo ao seu redor.

Representantes do empresariado, Prefeitura de Prado, Marinha do Brasil e sociedade civil pradense

Um exemplo de solidariedade, de união e de amor à está cidade, onde vivem cerca de 30 mil pessoas e que, durante o verão, se multiplica, ao menos, quase quatro vezes mais esse número de pessoas.

O turismo é a principal atividade econômica dos pradenses. Esse lugar paradisíaco tem se tornado moradia de um número de pessoas cada vez maior, principalmente, de quem decidiu trocar a vida agitada das grandes cidades pela calmaria e tranquilidade pradense.

Pretinho do Queijo, um exemplo de respeito à natureza e de humildade

Edinaldo Conceição é uma figura conhecidíssima nas praias pradenses como ‘Preto do Queijo’. O depoimento dele chamou muito atenção. “Eu preciso da natureza o ano todo, agora a natureza está precisando de um dia de trabalho de cada um de nós. É pedir muito? Isso que estamos fazendo aqui [na praia] é mais importante do que vender o queijinho, porque se não limparmos a praia os turistas vão se afastar e todos vão perder”, disse.

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