Agricultores familiares terão sua produção baseada em novo conceito de beneficiamento da mandioca, após treinamento no Centro de Referência em Mandiocultura, iniciativa da Cooperativa dos Agricultores do Vale do Itaitinga (Cavi)

A Cooperativa dos Agricultores do Vale do Itaitinga (Cavi), localizada em Pouso Alegre, Alcobaça (BA), e inaugurada pela Fibria há cinco anos, vem trabalhando para ampliar seus horizontes na prestação de serviços. Há seis meses a entidade se transformou em Centro de Referência em Mandiocultura e vem orientando agricultores familiares da região a implantar o conceito de Farinheira Sustentável em seus negócios. Como resultado desse trabalho, serão inauguradas nesta sexta-feira (9) as três primeiras farinheiras que adotaram essa nova perspectiva no território do extremo sul da Bahia.

Duas delas, as farinheiras “Donguinha e Luana” e “Mãe e Filhos” já existiam e reformularam toda a sua estrutura. Já a farinheira “Marajó” foi construída já no novo conceito, que trabalha os pilares ambiental, econômico e social. Segundo o consultor de sustentabilidade da Fibria, Narcisio Loss, o projeto do Centro de Referência surgiu em virtude da dificuldade enfrentada pelos agricultores da região, que estão reféns dos atravessadores, e do anseio para poder comercializar sua produção empacotada. Além disso, veio da necessidade de regularização ambiental e sanitária da agroindústria.

colheita da mandioca: Foto ARAQUÉM ALCÂNTARA

Narcisio informa que o projeto do Centro está sendo desenvolvido com formação teórico-prática de dois dias. “A capacitação inclui padronização da produção de farinha e possibilidade de empacotamento junto aos seus cooperados e agricultores proprietários de casas de farinha, após obter os alvarás de funcionamento, sanitário e ambiental. Além desta ação, o Centro de Referência tem atuado em frentes de pesquisa, ensino e extensão buscando disseminar conhecimento sobre a cadeia produtiva da mandioca no âmbito do Plano de Ação Territorial da Mandiocultura (PAT).

Dentre os pilares trabalhados pelo centro, o pilar ambiental busca transformar a manipueira (líquido amarelado que sai da mandioca), que possui alto poder de contaminação, em um aliado da produção agropecuária utilizando seus aproveitamentos múltiplos. No pilar econômico, a ideia é aproveitar a mandioca de forma integral (raiz e parte aérea). Já no pilar social, a intenção é ajudar os agricultores familiares a agregarem mais renda à sua produção, com base em novos produtos e subprodutos atualmente desprezados.

O conceito de Farinheira Sustentável foi elaborado pela Cavi, com assistência técnica da Fibria (por meio do PDRT); com apoio de pesquisa da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e importantes colaborações da Vigilância Sanitária de Alcobaça e consultores que apoiam a Fibria nos seus projetos.

A farinheira comunitária de Alcobaça é uma das ações do Programa de Desenvolvimento Rural Territorial (PDRT), desenvolvido pela Fibria com o objetivo de fortalecer a agricultura familiar. No Extremo Sul da Bahia, o programa atende 1.071 famílias de 34 Associações e uma Cooperativa. Elas recebem orientação sobre produção, comercialização e gestão do negócio. Essa orientação é viabilizada pela Fibria e contribui para fortalecer cada vez mais os resultados da agricultura familiar. Entre as atividades desenvolvidas está o cultivo e beneficiamento de mandioca, cultivo de milho, feijão, urucum e outros produtos, além da criação de pequenos animais.

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