Olá, com a permissão dos caros amigos apresento-me: Sou a BA 489 ligo as cidades de Itamaraju a Prado, nasci num período de progresso das referidas localidades. O meu nascimento foi motivo de alacridade, conquistas e acessibilidade. Me tornei responsável pelo escoamento da produção agropecuária e demais atividades que asseguram o sustento das diversas famílias as quais eu corto “trecho” e enobrece a economia municipal.

Mas, como o tempo passa, hoje me tornei apenas nostalgia. Sinto-me como colcha de retalhos remendada e fragilizada, já não sou como antes, nem serei quem desejei.
Fui esquecida pelos órgãos que deveriam zelar pelo meu bom funcionamento para garantir segurança aos que sobre mim trafegam, e lembrada negativamente por quem das faces já arranquei lagrimas sendo eu o motivo da perda, prejuízo e aflição.

Socorro! Alguém olhe por mim, será que é demais pedir atenção? Retirem as vendas dos olhos, os tampões dos ouvidos e façam algo. As datas festivas se aproximam, não quero ser a causa das agonias, do desespero, do atraso, quero permitir que as famílias vejam os fogos de artifícios brilharem a beira mar, quero a alegria contagiante na noite quente de carnaval e por longas datas quero agregar sentimento de paz e satisfação.

O que me resta neste momento e clamar pela prudência, que ela seja maior que as crateras que me revestem, pois lamentavelmente não posso garantir muito. A sensação de culpa divido com aqueles que se recusam prestar melhorias a mim e convido-os a senta-se no meu chão negro para que possamos nos igualar. Abram-me e verão uma história, não deixem as vidas se acabarem. Aqui no asfalto também se ama!
(L.G.Z).

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