A Polícia Federal (PF) e Controladoria Geral da União (CGU) deflagrou nesta terça-feira (24) a Operação Ciranda de Pedras. O objetivo é combater crimes de desvio de recursos públicos destinados à área da infraestrutura.

Cerca de 60 policiais federais, acompanhados de nove auditores da Controladoria Geral da União, cumprem vinte mandados de busca e apreensão e catorze mandados de intimação nos municípios baianos de Maiquinique, Macarani, Itapetinga, Itamaraju, Teixeira de Freitas, Jequié, Mirante e Vitória da Conquista.

De acordo com informações da PF, a investigação começou em 2017 sobre obras inacabadas em Maiquinique, decorrentes de seis licitações celebrados na gestão local entre 2013 e 2016, a partir de um convênio com o Ministério das Cidades.

“A investigação descobriu que um grupo de quatro empresas fazia revezamento nas licitações e parte dos recursos era destinada a pagamentos de parentes e pessoas ligadas à Administração Municipal”, diz a nota enviada pela Polícia Federal.

Ainda de acordo com a investigação, algumas das empresas que venciam as licitações eram apenas de fachadas e serviam como laranjas no esquema. A organização criminosa obteve contratos da ordem de R$3.428.183,03, sendo que R$1.587.619,76 está estimado como o valor potencial do desvio com ordem de bloqueio judicial .

Os envolvidos vão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e fraude à licitação.

O título ‘Ciranda de Pedra’ traduz uma fonte de múltiplos significados. A ‘ciranda’, da obra de Lygia Fagundes Teles, é formada por pedras, simbolicamente representando a sua dureza, a desintegração, o fechamento entre seus participantes e a não aceitação de novos membros. Os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e fraude à licitação.

Por Correio24horas

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