Os acusados foram presos numa ação conjunta de policiais civis de Vereda, Caravelas e comandada pela Delegacia Territorial da Polícia Civil de Teixeira de Freitas.

O furto de gado estava sendo cometido por uma quadrilha especializada, formada por Caique Ribeiro Moura, Elnia Alcântara Ribeiro Moura, Valdi Alves Moura, Neyslon Nascimento Pereira, Oseni Rodrigues de Sousa, Sandro Rodrigues de Souza, Mário Lúcio Marques dos Santos (o ‘Gordo’) e Ruberlândio Silva Santos (o ‘Queco’).

O gado era levado para uma fazenda do bando e vendida em abatedouro de Teixeira de Freitas

A ação policial apurou que a quadrilha furtou dezenas de cabeça de gado das fazendas Dois Irmãos (em Caravelas) e Fazenda Santana II (em Vereda), causando prejuízos de R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) e R$ 100.000,00 (cem mil reais), respectivamente.

Os acusados foram identificados a partir de imagens dos veículos transportando o gado: Ford Cargo (de cor branca, placas OYD-2699), Volkswagen (cor branca, placas HFD-4954) e Mercedes Benz (16/20, de cor vermelha, placas JQM-2682). Um veículo de porte pequeno (de cor branca, ainda não identificado) também estava sendo utilizado pela quadrilha na escolta dos caminhões, durante as ações criminosas.

Parte do gado furtado estava mantido numa fazenda no município do Prado

O grande achado dos policiais foi o Sítio Nova Canaã, situado no Assentamento Rosinha do Prado, localizado entre os Municípios de Alcobaça e Prado/BA, de propriedade dos criminosos, onde foram encontradas 32 cabeças de gado tipo Nelore, furtadas da Fazenda Dois Irmãos (de Caravelas/BA), da Fazenda Santana II (Vereda/BA).

Gado era vendido no Frisa de Teixeira de Freitas – A polícia descobriu que o grupo criminoso comercializou o gado furtado com a Empresa Frisa (matadouro localizado em Teixeira de Freitas) e que, em cinco meses, o grupo recebeu a quantia aproximada de R$ 282.000,00.

Segundo as investigações, o Sítio Nova Canaã, onde os furtos “eram esquentados/encobertos”, pertencente aos bandidos não comporta o volume de gado comercializado em tão curto espaço de tempo. Além disso, há indícios de que os envolvidos com o crime estavam enriquecendo ilicitamente, posto que, neste período, compraram caminhões, caminhonetes e outros bens e valores que se mostra, ainda, necessário investigar.

Bloqueio de pagamentos – Visando garantir a reparação dos prejuízos às vítimas, o Delegado de Polícia Civil, Dr. Manoel Eduardo Andreetta, bloqueou junto à Empresa Frisa o valor aproximado de R$ 82.000,00, referente à duas notas promissórias que seriam pagas aos criminosos, ajuizando posteriormente a medida cautelar de Sequestro dos valores, perante a Justiça de Vereda/BA, com o objetivo de garantir os interesses das vítimas.

Foi representado pela prisão preventiva dos envolvidos, encontrando-se o procedimento investigatório em fase saneamento e conclusão.

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