Marido mata esposa dentro de viatura da polícia de Minas Gerais

Lais Andrade Fonseca foi morta no banco de trás da viatura policial, enquanto estavam seguindo para Teófilo Otoni (MG)

A ocorrência policial começou em Pavão e terminou na cidade de Teófilo Otoni, na região do Vale do Mucuri.

Valdeir Ribeiro de Jesus (34 anos) foi preso na cidade de Pavão, depois que sua esposa, Lais Andrade Fonseca (30 anos) descobriu uma câmera, escondida na janela do banheiro, ligada à um computador e gravando em tempo real. Na tarde do último sábado (07), a atendente foi até o quartel da polícia e denunciou o marido. Ela temia que as imagens dela ou de seu filho fossem divulgadas.

O homem admitiu aos policiais que instalou a câmera no banheiro porque queria descobrir se ela estava em um novo relacionamento.

Com a chegada da polícia, o equipamento foi recolhido e o acusado detido para prestar esclarecimentos. Até ai, seria essa uma ocorrência normal. Só que não foi.

Marido e esposa foram colocados, juntos, no banco traseiro da viatura. Durante a viagem para a cidade de Teófilo Otoni, a esposa tinha decido não denunciar o marido e reatar o relacionamento.

Valdeir Ribeiro de Jesus matou a própria esposa dentro da viatura da Polícia Militar de Minas Gerais

Num ato de covardia, quando já estavam no perímetro urbano da cidade teofilotense, Valdeir Ribeiro de Jesus (34 anos) sacou uma faca da cintura e golpeou Lais Andrade Fonseca (30 anos), na região do pescoço. O golpe certeiro causou a morte de sua esposa, mesmo depois do atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

POLICIAIS AUTUADOS – Os dois militares que atenderam a ocorrência foram autuados por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar). Segundo o comandante do 19º Batalhão da PM de Teófilo Otoni, Fábio Marinho (tenente coronel), os militares descumpriram uma norma interna da corporação ao não realizarem uma nova busca pessoal em Valdeir Ribeiro de Jesus, antes de o suspeito entrar na viatura. “Eles foram traídos pela situação, o clima era de absoluta tranquilidade, mas existe um manual de procedimentos policiais que determina a busca pessoal”, afirmou.

Os policiais não souberam explicar como o homicida conseguiu se manter com uma faca na cintura e porque não foi algemado, enquanto estava sendo conduzido ao lado da vitima. A autuação foi comunicada à Justiça Militar que determinou abertura de procedimento para investigar o caso. Os dois policiais vão responder em liberdade e serão submetidos à tratamento psicológico e atuar na atividade administrativa da policia.