O que parecia improvável, quase impossível no governo do Presidente Michel Temer aconteceu e um graveto derrubou a panela. O todo poderoso ministro Geddel Vieira Lima (PMDAB-BA) caiu diante da Cólera de Calero, do ex-ministro da cultura, que não aguentou a pressão de Geddel Vieira e saiu atirando na direção do ex-chefe da Casa civil. Calero que já havia sido pressionado antes por alguns artistas que queriam tirá-lo do cargo quando de sua indicação para assumir o Minc no início do governo Temer, por pura conveniência de uns poucos artistas que se locupletavam com os incentivos fiscais proporcionados pela Lei Rouanet e de outros que temiam a perda dos cargos remunerados que alguns deles ocupavam nos Conselhos de estatais durante o governo Dilma Rousseff.

Pasmem, além dos artistas brasileiros que nadavam com o dinheiro da viúva, tinha até o maior grupo teatral do mundo, o canadense Cirque Du Soleil, que em 2005 teve aprovado para captar até R$9,4 milhões através da Rouanet, aporte recebido de empresas como Bradesco e Gol.

Pois bem, diante de tantos interesses escuso e ainda pressionado por Geddel para liberar a construção do empreendimento La Vue, localizado na Ladeira da Barra, em Salvador, que tem Geddel como um dos proprietários de um apartamento, Calero não entrou no jogo dele e botou a boca no trombone melando todo esquema que envolve a nebulosa construção do empreendimento imobiliário em um dos metros quadrados mais caros de Salvador.

Geddel Vieira Lima era um dos homens fortes no governo do presidente Michel Temer, que sabe do curriculum político dele e de seu envolvimento em casos nebulosos como dos Anões do Orçamento, quando parlamentares foram acusados de cobrar propina de empreiteiras para incluir obras no Orçamento da União e conseguir recursos nos ministérios para garantir a realização destes projetos e do entrevero que houve entre Geddel e o ex-presidente Itamar Franco, em 2002, a época governador de Minas Gerais, durante um bate-boca com Geddel quando Itamar chamou-o de “percevejo de gabinete”, “vendedor de sigla” e “anãozinho do Orçamento”.

Durante a passagem de Geddel pelo Ministério da Integração Nacional no período de 2007 a 2010, no governo Lula, ele foi acusado de destinar maior parte dos recursos de sua pasta para favorecer prefeituras de Salvador e da Bahia.

Enfim, Geddel já era um velho conhecido de Lula, Dilma e de Michel Temer, e mesmo assim todos o admitiram em seus governos. Parece que ele, Geddel, é uma pessoa muito importante para a boa governança do país, pois tem sempre seu nome cotado para assumir um lugar no poder.

Indignados, agora, políticos do PT, PCdoB e seus aliados, como se não tivessem culpa pelo protagonismo dado a Geddel e a todos os envolvidos nos escândalos políticos e econômicos que assolaram o país nos últimos treze anos, pedem aos berros pelo afastamento do presidente Michel Temer.

O certo é que a denúncia feita por Marcelo Calero Faria Garcia, diplomata de carreira e filiado ao PSDB-RJ, contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima esta causando um tsunami no governo Temer e poderá levar seu governo á lona e aumentar mais ainda o caos político e econômico que o país já vive.

Definitivamente o Brasil não tem jeito e os corruptos estão por todos os lados, incrustados nos poderes executivo, legislativo, Judiciário e em diversos setores públicos e privados do país como ratos que se proliferam nos esgotos das grandes cidades.

O jogo está sendo jogado. Agora é só esperar para ver até quanto tempo dura o governo de Michel Temer e rezar para que todos os deuses salvem o povo brasileiro, pois a única esperança que temos, a Operação Lava Jato, parece que será calada pela maioria do parlamento brasileiro liderada pelo “incorruptível” presidente do senado, Renan Calheiros e seus fieis escudeiros, também “incorruptíveis”, do Congresso Nacional, exatamente como aconteceu com a Operação Mãos Limpa, na Itália.

Escrito por Juarez Cruz (Escritor e colunista/Salvador-BA)

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