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A pacata, religiosa e tradicional cidade de Prado foi palco da 1ª Parada Gay, realizada na noite deste sábado (31/07).

As paradas gays já são realidade em diversos países do mundo, mesmo onde é tradicional o preconceito contra pessoas simpatizantes e adeptos à maneira de viver do LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). Com este pensamento, um grupo de pradenses se uniram para buscar apoio, incentivo e patrocínio junto à Secretaria Estadual de Cultura e da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura. O recurso de fomento, liberado pelo Governo do Estado, possibilitou a realização da campanha de combate à homofobia (o ódio, a aversão e discriminação de uma pessoa contra homossexuais). Neste grupo de pessoas pradenses estão, dentre outros, Nilton Bonfim, “Toinho”, “Kiko” e Rafaela Cancela.

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A animação ficou por conta do DJ Júnior e DJ Thiago (empurrados pelo Trio Carreta Me Leva).

Pela Avenida 2 de Julho o trio arrastou muita gente, dançando e pulando que, além da alegria tradicional em eventos homossexuais, desafloravam o pedido de menos preconceito à nação homossexual.

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Segundo os organizadores, o evento de combate à homofobia é importante instrumento na luta pelo direito à dignidade e o respeito à diferença no Brasil.

A mais famosa Parada Gay acontece na Avenida Paulista, em São Paulo, desde 1997 e atrai milhões de pessoas. É um dos eventos, depois da Fórmula 1, com maior público de turismo realizado no estado paulista.

Na edição de 2010, a Parada Gay de São Paulo teve como  tema “Vote contra a homofobia, defenda a cidadania”. Nos discursos antes do início do desfile dos trios elétricos, foram pedidas vaias para os políticos homofóbicos e a reivindicação dos direitos civis dos homossexuais.

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A luta por direitos iguais aos homossexuais vem colecionando grandes conquistas. Recentemente, por meio de decreto presidencial, o dia 17 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate à Homofobia. O Decreto de 4 de junho de 2010 foi publicado no Diário Oficial da União.

O dia 17 de maio de 1990 foi a data em que a Assembléia Mundial da Saúde, órgão máximo da Organização Mundial da Saúde (OMS), retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Desde então é celebrada internacionalmente como o Dia de combate à Homofobia.

Segundo os organizadores do evento pradense, o decreto presidencial é o reconhecimento governamental de que a homofobia existe no Brasil e que é preciso ter ações concretas para diminuir ou acabar com o preconceito e a discriminação contra a comunidade LGBT. Acrescentam que o Brasil faz história entre os 75 países que criminalizam a homossexualidade e pelos sete países onde há pena de morte para os homossexuais.

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