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Cumuruxatiba: Festa de São Sebastião é marcada pela apresentação da Banda Lordão

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DSC06979_600x450DSC07037_600x450Cumuruxatiba é uma vila de pescadores muito devotos à São Sebastião onde, tradicionalmente, o povo daquela terra realiza diversas homenagens, ao santo, durante o mês de janeiro. Embora muito cultuado no Brasil, em Cumuruxatiba a devoção ao santo adquire uma feição especial. Padroeiro dos pescadores, a comemoração à São Sebastião chega ao seu ponto alto com missa solene e a tradicional festa com o ‘pau de Bastião’. Após missa e bênção, os fiéis se dirigem à frente da Igreja onde erguem novo pau. Embora o padroeiro de Cumuruxatiba seja Santo Antônio, tanto no período do Réveillon, quanto no dia 20 de janeiro, é comemorado com glamour o dia do santo “São Sebastião” que tem o seu mastro carregado por uma multidão pelas ruas do distrito, uma tradição desde 1940. Na entrada do ano, o pau é desenterrado e no dia 20 de janeiro, um novo mastro é erguido na frente da Igreja. Nesta época do ano, nativos, descendentes de índios e turistas se misturam para farrear nas ruas do distrito, com o mastro da bandeira do santo, à reboque. Rege a lenda da festa que, para obter saúde e sorte financeira durante todo o ano, não basta participar da festa, tem que sentar no pau e dançar sobre o mastro. A procissão da cerveja, como também a festa ficou batizada pelos Festeiros. Inicia-se logo nas primeiras horas da manhã do dia 20 de janeiro e só termina no final da tarde.

bastiao_1bastiao_2O culto à São Sebastião surge a partir da história daquele que nasceu em Narbona (é uma cidade do sudoeste da França que fica à 849 km de Paris) e foi legionário romano e chefe dos pretorianos. Denunciado ao Imperador Diocleciano, por sua conversão ao cristianismo, foi condenado à morte. Amarrado a uma árvore, teve seu corpo traspassado por setas. Curiosamente, não morreu desse martírio, embora seja essa a imagem que o representa. Sob os cuidados da viúva Lucina, recobrou a saúde. Ao procurar o Imperador Diocleciano, para reprovar sua atitude, foi finalmente executado, em Roma, no dia 20 de janeiro de 288. “É o santo defensor das moléstias contagiosas, invocado nas epidemias, nas guerras e escassez de víveres. Os devotos de São Sebastião não morrem de fome, de peste, nem de guerras. (Cascudo, 702, 1979).

DSC07019_600x450DSC07057_600x450Neste ano, sobre o patrocínio da Prefeitura Municipal de Prado, aconteceu na noite do dia 19/01 a apresentação da Banda Lordão (de Itabuna), em frente à Praça da Igreja. Um show que animou nativos e turistas, fiéis e foliões. Marcada pela mistura de ritmos e por uma alta qualidade no repertório e na contagiante explosão causada pela banda, centenas de turistas e nativos lotaram a praça da Matriz. Com um vasto repertório, Lordão iniciou seu show por volta das 23 horas e já se aproximava das 3 horas da manhã quando a banda deixava o Trio Me Use (uma porrada de som), ovacionada pelos foliões que pediam mais Lordão. Por volta das 5 da manhã a Sinfônica de Prado acordou a cidade com a tradicional alvorada.

O Prefeito João Alberto Viana Amaral, o ‘Jonga’ (PCdoB) tem realizado diversos investimentos para manter viva a cultura encontrada no município, desde os anos de descobrimento do Brasil. Em Cumuruxatiba não poderia ser diferente. Todas as manifestações artísticas e culturais estão recebendo especial atenção da atual administração que está cultivando a cultura dos índios, pescadores, devotos e fiéis.

cumuru_1cumuru_2Portão de entrada da Costa das Baleias, o município de Prado é o que dispõe de maior infra-estrutura turística na região. Imponentes falésias de tons variados e rara beleza intercalam-se com planícies, praias mansas de águas mornas e convidativas, piscinas naturais e coqueirais em seus 84 quilômetros de litoral. Parte desta beleza se concentra em Cumuruxatiba. Distante 32 quilômetros da sede, seu acesso acontece via estrada de terra, o que mantém a natividade da região e oferece chance de conhecer belas paisagens durante a viagem, a exemplo das praias do Farol, Amendoeira, Ostras, Tororão, Paixão e Japara. O encanto continua nas praias do centro, Areia Preta, Píer, Rio do Peixe, Moreira, Imbassuaba e Calambrião, além de uma bela piscina de água corrente na entrada do distrito, conhecida por “represa”, sendo estas atrações que estão entre as mais disputadas do município de Prado, no extremo sul da Bahia.

Cumuruxatiba é representada por suas belas praias, sol, calor, gente bonita e muitas frutas, é o clima subtropical que caracteriza o balneário e o charme das suas praias primitivas em qualquer época do ano, principalmente no verão. Fica localizada no litoral norte do Prado, região do extremo sul baiano, cujo município turístico possui grande malha litorânea: 84 quilômetros de lindas praias.

cumuru_3cumuru_4Para quem quer fugir um pouco da agitação e preferir lugares mais calmos, com praias virgens e um jeito interiorano, Cumuruxatiba é um prato cheio. São diversas opções de falésias, rios, bicas, ilhas de pedras, cachoeirinhas, coqueiros, represas de água natural, praias modeladas, gente linda, frutas naturais, muita sombra e as tradicionais moquecas de peixe e mariscos diversos.

Mais de  500 anos se passaram, e o cenário dessa região, a partir do Rio Cahy em Cumuruxatiba, ainda é o mesmo do Brasil dos primeiros anos. O balneário que está margeando o Parque Nacional do Descobrimento, já conta com uma grande infra-estrutura comercial e os incentivos culturais do lugar crescem a cada ano. O turista tem à seu dispor passeios de escuna, mergulhos ecológicos, pesca submarina e passeios na mata virgem, chegando a refazer o percurso da esquadra de Pedro Álvares Cabral, a partir de Cumuruxatiba até  Porto Seguro. É uma aventura que fará todo turista sentir-se no tempo das caravelas, tendo oportunidade inclusive de ver, como o navegante português, o Monte Pascoal, com a mesma perspectiva do momento do Descobrimento: do mar para a terra.

Além dos atrativos dos recifes, Cumuruxatiba é marcada pelas praias da Foz do Rio Cahy, local origem da história nascida em 1500, onde a caravana portuguesa de Pedro Álvares Cabral desembarcou em terra firme para cumprimentar os índios pataxós e foi, deste ponto, que eles avistaram o monte do Parque Nacional de Monte Pascoal.


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